Conhecer um novo amigo

do que conhecer e se conectar com um novo amigo. É bom demais saber que posso conversar com alguém, trocar experiências e sempre aprender com uma nova pessoa. A todos os meus amigos recentes e os que ainda virão, saibam que vocês moram no meu coração! Compartilhar. Enviar. Tweetar. Email. E de repente, nossa amizade surgiu ... Conhecer pessoas online para amizade pode ser um pouco mais complicado do que parece. Isso porque a grande maioria das apps e sites são destinados a outros tipos de relacionamento. Por isso, na hora de encontrar um ‘Tinder para fazer amigos’, você pode ficar um pouco perdido. Conhecendo um Novo Amigo. Você já se perguntou… Como conhecer a Deus? Leia: 1 Samuel 3.2-10; Provérbios 3.14. Arranjar tempo para ficar sozinho com Deus pode parecer difícil – ás vezes até impossível. Estresse, prazos de entrega, relacionamentos e responsabilidades competem por seu tempo. Conhecer um amigo é como encontrar um tesouro que nos enriquece de um momento para o outro. ... Não há maior prazer que o de encontrar um velho amigo, exceto o de fazer um novo. Compartilhar. Enviar. Tweetar. Email... Ter um amigo de verdade é encontrar uma parte de você em outra pessoa. Compartilhar. Enviar. Tweetar. Cansado de fazer o mesmo de sempre, Duda desenha um amigo para brincar com ele. Ao terminar de desenhá-lo, seu novo amigo pula do papel. E é uma festa brincar com ele! Mas Duda não contava com a falta de jeito de seu amigo, que des arruma toda a casa. Sua mãe fica muito brava, mas Duda está muito feliz com seu novo amigo. … O importante da amizade não é conhecer o amigo; e sim saber o que há dentro dele!... Cada amigo novo que ganhamos na vida, nos aperfeiçoa e enriquece, não pelo que nos dá, mas pelo quanto descobrimos de nós mesmos. Ser amigo não é coisa de um dia. São gestos, palavras, sentimentos que se solidificam no tempo e não se apagam jamais. Só existe um prazer melhor do que fazer um novo amigo, encontrar um velho. Gabriel Dias. 192 compartilhamentos. Adicionar à coleção. Ver imagem. Sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim, um recomeço. Zirtaeb Onamaac. 923 compartilhamentos. A felicidade de um cão ao conhecer um novo amigo. Samurai LOL. 3:24. Novo Moto G tem microSD e câmera melhor. INFO.com. 17:28. PES 2017 - MASTER LEAGUE #35 - ESSE NOVO TIME TEM O MELHOR ATAQUE DO MUNDO ? prawnyedaw. More from. Desimpedidos. 27:08. SÓ GIGANTES NAS SEMIS DA COPA DO BRASIL. Desimpedidos. 4:04. Com o SmackDown desta sexta-feira ficámos também a conhecer um segmento que irá acontecer durante o programa da próxima semana, numa altura em que vamos caminhando para o Clash of Champions que acontecerá no final do mês de Setembro. Foi anunciado que Bray Wyatt irá apresentar uma nova edição da Firefly Fun House e que tem um “novo amigo” para apresentar na mesma, com muitos fãs ... A felicidade de um cão ao conhecer um novo amigo. Samurai LOL. Seguir. há 5 anos 1.1K views. Reportar. Procurar mais vídeos. Reproduzindo a seguir. 0:33. Cão gesto maravilhoso ao conhecer o novo membro da família ...

Odeio gente que só gosta de falar de si mesma

2020.09.30 14:50 saske2k20 Odeio gente que só gosta de falar de si mesma

Todo mundo quer falar de si? Claro!
Mas eu não acho normal quando você quer conhecer o OUTRO e não deixa espaço para ele falar.
Tenho um amigo que é assim, ele pergunta como você tá para automaticamente falar só dele, daí quando você consegue falar por 5 segundos a resposta é sempre "é assim mesmo!" fora que sempre interrompe quando você tá falando.
Isso é irritante para caralho, hoje quando eu conheço alguém novo e a pessoa é assim, eu já corto logo.
Por que eu não sou do tipo que fico disputando espaço de conversa, sabe aquele tipo de situação que fica um interrompendo o outro para poder falar? Para mim isso não é diálogo.
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2020.09.29 20:23 wisemann_andy Desejo morar sozinho mas possuo medos, dúvidas e insegurança. Meu psicológico está afetado pelo passado.

Algo que já perturba a minha mente a pelo menos 10 anos é a vontade de poder ter a experiencia de ser solteiro morando sozinho. Tenho 30 anos e sou infeliz nesse quesito(existe outros quesitos mas para não fugir do tópico, vou falar deste porque nesse ultimo mês, é o que esta me atormentando a mente. Tenho vontade de morar sozinho, pode andar de cueca, chegar e sair na hora que quero sem dar satisfação, não se preocupar em ter que esconder os sites e revistas playboy de alguém. Pode parecer algo natural ou até normal para qualquer jovem entre 20-30 anos, mas para mim, da casa de onde cresci não é. Desde criança fui criado dentro de casa, minha mãe sempre protegeu eu quando criança (incluindo meus irmãos anos depois) e vivemos sempre na base de obedecer regras. Não que eu tenha problema com regras, ou fui rebelde durante a minha adolescência no passado. Tipo: "vai sair para onde e com quem?", "volta que horas?", "quem são esses colegas?", "não quero saber de encontrar revista de mulher nua em minha casa", "não quero te ver assistindo esses filmes" e por aí vai... São coisas que hoje aos 30 anos e morando ainda com os pais, eu venho tendo consequências e esse fardo está me incomodando já pelo menos uns 10 anos atrás. Já tive amigo na época de escola que seus pais eram bem tranquilos com muita coisa, porque sabiam que era vontades/coisas que todo jovem passa. Tipo, os pais desse amigo da época de ensino médio me mostrou que os pais dele (nessa época) deram uma assinatura da revista playboy, e ele tinha na porta do guarda roupa um poster da modelo da capa. E eu fiquei embasbacado, porque nunca que minha mãe deixaria uma coisa dessas! Nem se meu pai me presenteasse com uma assinatura dessas, ela deixaria passar. E hoje digo que é uma das minhas grandes vontades em poder fazer. Colar na porta do guarda roupa um poster de uma mulher que acho atraente em meu quarto, sem preocupação de nada. Parece bobo, eu sei... Sempre fui tímido na escola, hoje ainda sou, mas melhorei muito. E por minha mãe me privar de poder sair desde novo, isso me atrapalhou durante a faculdade de conhecer outras pessoas e garotas desconhecidas. Por que se eu fizesse , mesmo que por rebeldia, eu iria ouvir aos montes. Por não praticar o "chaveco" durante a adolescência e o inicio da faculdade, hoje luto para conseguir ter uma namorada, o que me dificulta participar do que chamam de "jogo da conquista"por não ter adquirido experiencia. Tem momentos que me sinto um merda por isso... Mas gostaria muito de poder morar sozinho, ter essa experiencia de homem solteiro. Mas por ter sido educado assim, sem experiencia por tentar, hoje tenho duvidas, medo, inseguranças... Ela no entanto, diz me encorajar, ao "modo" dela, mas já disse antes que: "como eu vou me virar sozinho, se a senhora me prendeu o tempo todo?" Tenho vontade de voltar a morar fora do Brasil, ou pelo menos ir para São Paulo, mas aquilo, fico com medo por não ter preparo, já que tenho também o psicológico todo abalado por conta do passado. Tenho outras coisas a relatar, mas no momento, é o que me veio a cabeça durante esses dias. Se vier mais coisas pra me desabafar, complemento através dos comentários.
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2020.09.28 21:34 Joesanttos19 EU FUI EXPULSO DE CASA E NÃO TENHO PRA ONDE IR 😭

Eu me chamo Joe e eu fui expulso de casa hoje por minha mãe e eu não tenho pra onde ir e eu não sei o que fazer e eu não quero ser um morador de rua. O motivo de eu ter sido expulso foi que minha mãe ela me trata super mal e eu tenho um irmão mas novo e ela passa a mão na cabeça dele e mima ele muito e ela fala que ama nós dois igual mas não é isso que que ela demonstra e todo mundo vê isso,todo mundo que realmente conhece ela sabe o jeito que ela me trata e o jeito que ela trata ele. E ela me fazia de empregado só pq eu não trabalho ainda e só pq eu tô na casa dela e ela sempre me humilhou e sempre jogou pragas em mim,sempre falou que eu não vou ser ninguém na vida. E eu nunca fui um filho rebelde,nunca gritei com ela,nunca confrontei ela nem nada pq eu sempre tive medo dela. Mas hoje ela me humilhou tanto que eu não aguentei e acabei falando tudo que tava me sufocando a muito tempo e falei que eu sei que ela não me ama que eu sei que ela me odeia aí ela falou que me odeia mesmo e que ela devia ter me abortado quando ela teve a chance aí eu disse que eu odiava ela aí ela me enforcou várias vezes seguidas aí eu falei que eu ia se matar aí ela deu a faca na minha mão e falou pra mim cortar o meu pulso e ela não ia ligar e ainda ia tomar o meu sangue mas eu não tive coragem aí eu falei pra ela me matar mas ela não quis e me deu vários tapas na cara e ficou me enforcando e ainda chamou meu irmão pra ver tudo aí ele começou a chorar e pediu pra ela parar mas ela não parou e continuou me batendo aí depois ela falou pro meu irmão pegar minhas coisas e colocarem em uma trouxa e depois ela me expulsou e pediu pra mim esquecer ela e nunca mas voltar e que se eu virasse morador de rua ela não ia tá nem ligando. E meu pai não liga pra mim e ele é tão ruim quanto ela e eu não sei o que fazer e eu não tenho amigos 😰😭
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2020.09.28 10:24 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 2: Que se lixe isto, vou comprar um carro]

Olá amigos. Hoje vamos falar de carros, um assunto que me é muito querido.

Take-Aways Principais

Driving is love, driving is life

Quando tinha 14 anos os meus pais deram-me uma motinha de 50cc velhinha. Tinha dezenas de milhares de quilómetros, estava a precisar de algum trabalho, gastava muita (MUITA) gasolina, mas era minha. A partir desse dia tornei-me independente: tinha a possibilidade de ir onde quisesse, quando quisesse. Toda a cidade passou a estar acessível no espaço de minutos e não horas, e as aldeias envolventes em "meias horas" e não horas. Deixei de ter que pedir para que me levassem aos sítios, passei a ir quando queria ou precisava. Com algum dinheiro da mesada podia ir saindo com os amigos e começando a ter uma vida mais "adulta". Pouco tempo depois, ainda por volta dos 14, aprendi a conduzir carros também (em estradas privadas, claro).
O valor desta transição é absolutamente imensurável no desenvolvimento de um miúdo. Passa a haver responsabilidade. Quando tinha acidentes, o que acontece de certeza, a culpa era minha e havia consequências. O corpo doía, a mota aparecia riscada e a precisar de reparações, e o que não conseguisse fazer eu tinha que encontrar forma de pagar. Os vizinhos queixavam-se do barulho. Quando chovia chovia-me em cima, e quando fazia frio de manhã a mota não queria pegar. Mas! Quando queria ir ao Continente comprar doces podia ir, quando queria ir visitar o meu pai não tinha que pedir boleia a ninguém, e por aí fora.
A experiência de começar a conduzir muito cedo, particularmente no ambiente "controlado" de uma cidade pequena, serve também para desenvolver algum instinto (à falta de melhor expressão) para a condução, nomeadamente para as duas partes fundamentais que as constituem:
Eu não sei como tem sido ultimamente, mas o processo de obter a licença dos 14 anos há quase 20 anos atrás era ridiculamente simples. Eu sinto que isso não é necessariamente mau, pois reduz a barreira de entrada à condução numa altura em que ainda é possível ganhar aquele "jeito" para a condução sem se tornar uma coisa estrangeira e forçada. Tudo somado, foi facilmente uma das experiências que mais serviram para me fazer crescer naquela altura, e algo que pretendo certamente incutir em infelizes filhos que alguma vez venha a ter.
Quando fiz 18 anos deram-me um carro (muito) velhinho para as minhas voltinhas em Coimbra, para onde iria estudar. Mais uma vez, é um privilégio: era muito velhinho, o seguro era baratinho e o imposto também, mas mesmo assim nem toda a gente conseguia ter o seu próprio carro. Por ter carro nunca precisei de usar os autocarros muito regularmente, o que me permitiu poupar noutras coisas: podia fazer as minhas próprias mudanças quando mudava de casa, podia participar em actividades extra-aulas com mais facilidade, etc etc. Fui quase sempre designated driver, mas sempre foi uma responsabilidade que aceitei com muito gosto: é bom de ter a oportunidade de levar os meus amigos a casa em segurança no fim de uma noite de castanhada. Se eu próprio quisesse participar na castanhada, a Maria normalmente voluntariava-se para trazer o carro para casa.
Ter um carro velho, sem modernices como sensores (ahah), GPS, rádio (exacto), direcção assistida ou ABS, permitiu-me fazer certas coisas. Com a liberdade de experimentar, pude tentar fazer várias reparações eu próprio; notavelmente, o disco de embraiagem que neste momento está nesse carro, que ainda anda, fui eu que o coloquei lá. Pude também fazer uso de alguns baldios que há em Coimbra e arredores para aprender a controlar o carro em situações mais extremas; uma espécie de curso de condução em condições adversas do homem pobre. O que é que acontece se tiver que fazer uma travagem de emergência em piso escorregadio? Como compensar a falta de ABS caso as rodas tranquem? E se a traseira deslizar?
Conduzir, para mim, não é um privilégio nem uma mania nem um capricho. É uma das pedras basilares da forma como lido com o dia-a-dia, uma forma inalienável de independência. O transporte pessoal é uma extensão do meu corpo e conduzir é um escape muito, muito importante.

Viver no campo sem carro

Durante os primeiros 6 meses que passei no UK tive que viver sem transporte próprio; apenas conduzi carros alugados por curtos períodos para ver casas ou fazer mudanças. Usei esses meses para me ambientar, deixar passar o primeiro inverno, estabelecer-me no trabalho e tratar de todas aquelas burocracias que discutimos no capítulo anterior. Aguentei todo esse tempo graças ao facto de a empresa para quem trabalho oferecer um serviço de shuttles para funcionários, que liga o campus às cidades e vilas mais próximas, numa das quais eu vivo. Isto permitiu-me não me preocupar com transportes para o trabalho durante meses, o que foi uma benesse incrível.
Estes primeiros meses foram de adaptação, de exploração e de cometer erros parvos. De aprender a perceber os Ingleses, como se comportam nas coisas mais básicas, e de me tentar misturar com eles com sucesso. Eu optei por viver no campo (i.e. significativamente fora das cidades grandes aqui à volta) por várias razões:
Tirando as viagens casa-trabalho-casa, a minha mobilidade estava muito reduzida. Ir a qualquer lado envolvia caminhar uma distância suficientemente grande para me chatear, no mínimo até à estação dos comboios e depois outro tanto onde quer que fosse. Ir às compras era um pau no cu porque tinha que as arrastar pelo monte acima até casa, pelo menos até descobrir que os supermercados entregam em casa por um preço muito muito razoável.
E depois há a rede de transportes. Eu adoro andar de comboio, mas infelizmente aqui é impossível. Nós somos dois, e ir à cidade mais próxima custa-me, pelo menos, umas 20 libras em bilhetes de comboio. Para comparação, demoro uns 25min a chegar lá de carro (mais ou menos o mesmo) e gasto talvez 2 ou 3 libras de combustível. Já para não falar no congestionamento a certas horas, em que não só os bilhetes são estupidamente mais caros, como temos que fazer a viagem toda em pé. Viagens grandes então nem se fala! Eu quero ir à Escócia ver se encontro a Nessie, e a viagem de comboio para 2 pessoas, ida e volta, ia-me custar facilmente 1000£!! Os comboios em si são espectaculares; fazem os nossos velhinhos Intercidades parecer ainda mais velhos e merdosos do que são mesmo.
Aos autocarros aplicam-se comentários semelhantes, com algumas agravantes. Não só são caros como tendem a não andar a horas, são populados com as pessoas mais nojentas que se consiga imaginar, e devem ser limpos à saída da fábrica e nunca mais.
Se calhar sou eu que sou maniento, se calhar acham que sou um snob mal habituado que anda de cu tremido desde cachopo, se calhar acham que devia era viver uns anos sem carro para ver o que é bom. Eu cá acho que paguei as minhas favas e agora mereço andar de carro até me doerem os joellhos. Eu antes quero poder ter carro e viver deslocado da cidade, do que viver no centro e andar no meio do magote enfiado em autocarros bolorentos e metros a cheirar a mijo. São escolhas. Não vejo grande apelo na "vida cultural" da cidade, da qual até posso desfrutar pegando no carrito e indo lá ver o que é o quê.

Comprar um carro

Um dia destes, com a conta do banco recheada de dinheiro de devolução de impostos, decidi que estava na hora de comprar um carro. Andei a ver carros novos e usados, e decidi que o hot hatch era para mim. Algo na vizinhança das 20000 libras, 10 pagas à entrada e outras 10 pagas em prestações durante uns 3 anos. Parecia-me razoável, estava bem dentro dos limites do que podia pagar e não me impedia de ir chegando aos meus objectivos de poupança.
Marquei um test drive e apanhei um comboio até ao stand. Chegado lá, aproveitei para fazer todas as perguntas e mais alguma ao vendedor, entre as quais como funcionaria o financiamento. Aí ele entregou as más notícias: com menos de 3 anos de residência, é virtualmente impossível conseguir financiamento para um carro, muito menos naqueles valores. Chateei-me, chamei um taxi e fui-me embora sem muito mais conversa. Fiquei fodido. Ainda verifiquei junto do meu banco com esperança da que eles, sabendo quanto ganho, etc, fizessem um jeitinho. Os valores a que me podia candidatar era muito mais baixos do que alguma vez funcionariam, por isso desisti do financiamento. Pela primeira vez na minha vida, ia comprar um carro a pronto.
Passei umas semanas a estudar melhor o mercado de usados. Andei a ver no autotrader [1], aparentemente o site mais popular de anúncios de carros. A primeira coisa em que reparei foi o quão mais baratos os carros são aqui que em Portugal. Eu sempre achei os carros usados caríssimos em Portugal, mas isto trouxe à luz o quão roubado o tuga médio é quando compra um carro. Para terem uma ideia, um familiar meu tinha comprado um carro por 5000€ (valor ajustado ao mercado) pouco antes de me mudar para cá. O mesmo carro, mesmo ano, mesmo trim level, com menos quilómetros, aqui custava 750£. Telefonei-lhe a gozar com ele, foi incrível.
Então decidi que o meu orçamento seria os tais 10k que pretendia originalmente dar como entrada. Deixei de parte a ideia do hot hatch para poder comprar algo mais recente, pois queria um carro com 2 ou 3 anos no máximo. Este limite não era tanto por cagança, mas porque queria apostar mais na fiabilidade do que noutros aspectos. Um carro mais novo, com menos quilómetros, tem uma probabilidade menor de me dar problemas no início, o que me compra tempo para conhecer o panorama de oficinas aqui à volta, o que esperar do seguro, etc. Pequeno, novo, simples, fiável; fui à caça
Há um conjunto de coisas a ter em atenção quando se procurar um carro usado:
Curiosamente, acabei por comprar o meu carro no mesmo stand onde fui antes, ao mesmo vendedor que me tinha entregue a triste notícia sobre o financiamento. Ele ficou impressionado por me ver de volta, mas a vida tem dessas coisas. Apenas fiz um test drive, e comprei imediatamente o carro. Pode parecer precipitado, mas:
bom negócio. Um bocadinho acima do valor de mercado segudo o autotrader, mas nada de muito preocupante.
Ficou marcado ir levantar o carro dali a 2 dias, e entretanto teria de tratar do seguro. Eu já tinha feito algumas simulações de seguros, portanto sabia o que esperar, mas mesmo assim achei caro: quase 1000£ ano para o seguro de um carro pequeno. Entretanto tenho explorado melhor o assunto, e parece que o mercado de seguros no UK sofre de graves problemas:
Para tornar o sistema verdadeiramente insultuoso, há seguradoras que oferecem potenciais descontos se instalarmos no carro um tracker da sua eleição [4]. Ou seja: cobram o que quiserem e ainda querem saber onde ando e a que velocidade ando, e se eu conduzir "bem" segundo lá os critérios deles, fazem-me um desconto; se não gostarem da minha condução sobem-me o preço. Naturalmente, mandei-os passear e paguei mais por um seguro sem tracker. Honestamente, acho a mera proposta de me deixar espiar por um potencial desconto no seguro nojenta: é o reflexo de um sistema profundamente partido. Ninguém diz a um português o que é conduzir "bem", caralho.
O seguro do carro trata-se todo online, o que para mim é muito estranho, e até se pode verificar online se o carro tem seguro [5]. Os comparadores de preços [6] são nosso amigos, mas cuidado com eles por vezes; já li casos de pessoas que tiveram apólices canceladas por tentarem muitas comparações com detalhes ligeiramente diferentes (infelizmente não encontrei uma ref para esta, mas penso que foi no /LegalAdviceUK). Correndo o risco de me repetir, o sistema de seguros auto aqui está profundamente desregulado e a precisar de alguém com tomates para o resolver. Certamente não será o BoJo.
No dia em que levantei o carro:
Dias depois recebi o novo V5C em meu nome. O V5C é uma espécie de livrete, ou "documento único" se formos modernos, mas ao contrário do livrete nunca deve andar no carro pois é muito fácil transferir o V5C para outro nome sem intervenção do dono anterior. Mais curiosamente ainda, o V5C não prova propriedade do carro, apenas quem é o "registered keeper" dele. Por outras palavras, a minha única forma de demonstrar que sou dono do carro é a factura que me deram quando o comprei. Neat.
Sentei-me no carrito, carreguei no botão para arrancar o motor pensando "que modernice", e ele lá acordou. Curiosamente, só nesta altura é que me ocorreu: se calhar não era uma má ideia ir ler sobre as regras da estrada aqui. Sorte a minha, o governo tem a totalidade do Highway Code [8] disponível no site, e tenho-o lido aos bocadinhos. Mais sobre isso no próximo capítulo.
Curiosamente, não é preciso termos connosco nenhuma documentação quando conduzimos [9]. Os Ingleses têm uma abordagem diferente da nossa no que toca à documentação; é tudo guardado em bases de dados do governo, e eles só precisam de verificar a matrícula contra a base de dados para saber se está tudo bem. O condutor apenas precisa de ter a carta de condução, e alguma identificação por conveniência. Eu pessoalmente costumo ter o cartão de cidadão e a carta de condução. Idealmente teria o passaporte, mas evito andar com o passaporte no bolso, e o cartão de cidadão deve ser mais do que suficiente como identificação até no mundo pós-brexit. Na realidade penso que a carta de condução por si chegaria, mas mais vale estar seguro né?
Virei proprietário do meu próprio veículo! Mais um, porque nunca vendi o bolinhas que está em Portugal.

Conclusão

Tenho que confessar que estou impressionado pela positiva com a experiência que foi comprar um carro no UK. O processo foi muito mais simples do que esperava, e praticamente tudo se tratou no stand na hora da compra. Até o seguro podia ter ficado logo resolvido, mas eu preferi fazer em casa com mais algum controlo sobre isso. Nota-se que é um sistema muito mais polido que em Portugal, pelo menos na minha experiência.
A minha relação próxima com a condução começa a entrar, infelizmente, em rota de colisão com o status quo: vivemos num mundo que cada vez menos suporta o transporte individual. Há gente a mais no mundo, e há carros a mais no mundo, há fumo a mais no mundo. Na realidade, há "a mais no mundo" de quase tudo o que é mau, pessoas incluídas. Sinto que esta minha necessidade de conduzir vai brevemente bater de frente contra a necessidade global de cortar no transporte individual a favor de transportes colectivos. Até lá, vou aproveitar as espectaculares estradas de campo aqui à volta, particularmente a horas em que não estejam completamente congestionadas. Fiquem de olho, o próximo capítulo vai falar sobre a experiência que é conduzir no UK, e como é que difere do que eu esperava.
Desta feita apontei para um post mais curto que o anterior, que essencialmente parte este assunto em dois: este primeiro cobre o processo de como (e porquê) comprei o carro, e o seguinte vai cobrir a experiência de conduzir em si. Notei que o engagement no capítulo 1 foi menor que nos posts anteriores, e suspeito que ler uma epopeia tão longa não ajuda; digam-me nos comments se tenho razão.
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.

Referências

Capítulos Anteriores

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2020.09.28 08:35 DiabelAtreyu Não me identifico?!

Nunca conheci ninguém como eu. Não me encaixo em lugar nenhum, quero dizer, em homem nem mulher.
É bizarro. As pessoas olham pra mim e ficam na dúvida eterna, não sabem se me chamam de ele ou ela, sempre foi assim. Não sei se parei no tempo ou se é meu jeito que inspira isso. Talvez menos, porque agora estou enorme de gordo.
Desde pivete, as crianças me chamavam de sapatao (???), bichinha (???), esquisito e por aí vai. Nunca tive interesse em ninguém.
Namorei um cara por 8 meses, foi um inferno. Ele queria forçar o coito de todo jeito, fazia chantagem emocional, essas coisas. Era tão bichinha quanto eu, mas mesmo assim eu conseguia subjugar ele, no braço. Passei 7 meses tentando terminar, mas me livrei do embuste. Eu não gostava dele, era pressão psicológica da família. Ele era meu amigo, mas estragou isso.
Namorei uma mulher que, até me conhecer, era super bem resolvida. Lésbica. Causei o inferno na cabeça dela, porque a coitada não aceitava que poderia gostar de mim ou manter uma relação que não fosse com mulheres, ainda mais com alguém mais novo. Fizemos 1 ano de namoro, me vejo casando com ela no futuro próximo mas, ainda assim, trânsito entre os gêneros.
Se eu visto roupa de homem, fico parecendo uma menina com as roupas do pai. Se visto roupa de mulher fico, nas palavras da minha morena, um menino travesti desengonçado.
Isso aliado ao fato que não sinto atração sexual, minhas partes baixas são praticamente mortas. Não, não é problema de saúde. É como se tivesse um banquete, mas eu não tenho fome (e como do mesmo jeito, até passar mal, porque amo demais essa mulher pqp).
É isso. Só queria falar em algum lugar que pudesse achar alguém como eu. Obrigado.
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2020.09.26 15:57 GabrielDuarte011 Meus amigos me esqueceram

Bom, durante o meu ensino fundamental praticamente inteiro eu estudei em um colégio daqui da minha cidade, e lá eu fiz muitos amigos e conheci muita gente, dei meu primeiro beijo, tive minha primeira namorada, enfim... Foi um ambiente muito importante pra mim na minha construção de carater e amadurecimento, porém no ano de 2018 meu pai basicamente faliu e eu tive que trocar de colégio, fui pra um colégio publico e nem preciso dizer o quão estressante e ruim foi essa situação, entretanto o que me mantinha feliz era conversar com meus amigos e ir visitar minha antiga escola quando tinha algum evento ou festinha, e foi assim por um ano, só que o fundamental acaba, e bom, sinto que eles foram se afastando de mim gradativamente nessa quarentena, e bom, eu estava certo, hoje eu acordei com as fotos deles no rolê que foram ontem e basicamente esqueceram da minha existência, fui reclamar com um deles e ele simplesmente disse "mec".
Vou tentar lidar com isso, fazer novos amigos, conhecer gnt nova, mas agora eu sinto que nunca vou conhecer gnt como eles e nenhuma amizade vai ser como as amizades que eu fiz na infancia.
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2020.09.25 20:24 FTW_gb09 Minha mãe provavelmente vai morrer nas próximas 12 horas

Olá brasileiros, vou tentar por em palavras oq sinto pois está doendo mt. Essas últimas duas semanas foram mt complicadas pq minha mãe foi internada na semana retrasada e entubada na semana passada. Mas vou começar só começo. Minha mãe teve câncer de mama a uns 2 anos atrás, tratou, ficou bem, mas teve dificuldades de encontrar um remédio q se adaptasse. Dps de um certo tempo encontrou um mt bom q usou até recentemente os marcadores de câncer falarem q não estava fazendo mais efeito. Então com isso ela precisou trocar de remédio por um novo a fudeu com o organismo dela, com isso ela teve a parar de tomar este novo remédio parar desintoxicar o organismo e fazer vários exames, porém isto levou alguns meses e nesse meio tempo ela acabou ficando sem medicamento. Da metade da quarentena pra cá ela piorou bastante, mas permanecia em casa. Até q um dia ao ir no medico ele resolveu enterna-la, passou quase uma semana internada e resolveram entuba-la, pois estava com dificuldades de respirar, mas para isso tiveram q fazer uma transfusão pois as plaquetas dela estavam mt baixas oq poderia levar a uma hemorragia. Durante esse tempo descobriram q o cancer dela pegou na medula oq explica o sistema imunológico mt baixo, mas não conseguiram explicar a deficiência respiratória, suspeitaram de cancer, bactéria, vírus, corona, entretanto não confirmaram, trataram ela para tudo ao msm tempo e de segunda pra terça ela apresentou uma pequena melhora oq nos deu esperança. Porém de ontem pra hj pelo visto ela contraiu uma bactéria hospitalar oq acabou de bagunçar td oq já estava fodido. Os médicos deram um prazo de 12 hrs para ela para saber oq vai acontecer, eles acham q ela não vai resistir, pois tds os sinais estão mt ruins: pressão baixa, dificuldade de respirar, batimentos cardíacos descontrolados e etc... Ou seja essas próximas 12 horas serão críticas com ela caminhando entre a vida e a morte. Apenas meu pai estava no hospital com ela, mas ao saber dessa notícia eu e minha irmã corremos para cá, para apoia-lo emocionalmente e passar esse momento difícil com ela. O mais complicado é q ela era a única renda da familia e com isso ficaremos em uma posição mt complicada, meu pai perdeu o emprego no começo da quarentena e eu e minha irmã estamos buscando estágio. Quanto as despesas do hospital e td mais não me preocupo mt, pois o chefe dela é uma pessoa sensacional q sempre arcou com td e ainda está arcando. Quanto ao hospital e tds q cuidaram dela não tenho oq reclamar, pois fizeram td oq podiam e não podiam por ela, trataram ela como uma rainha. Gostaria de poder abraçar a tds, mas em época de pandemia não posso. Oq mais me dói é ver meu pai sofrer, pois em 20 anos nunca vi ele chorar oq realmente me destruiu. Acho q nunca engoli tão seco na minha vida e caminhei em um gelo tão fino. Tds amigos e familiares estão dando td o apoio possível e impossível oq me conforta bastante.
É somente isso q tinha pra falar meus amigos, mt obrigado pelo tempo de vcs e qualquer forma de apoio e torcida eu agradeço.
EDIT: Se possível mandem msgs positivas para mostrar ao meu pai e td o Brasil torce por ela.
EDIT1: É time perdemos uma guerreira. Ela se foi, mas foi lutando e deixando vários momentos felizes.
EDIT2: Quando a poeira abaixar irei mostrar ao meu pai e minha irmã tds as mensagens maravilhosas a vcs mandaram, obrigado por td o apoio. Posso não conhecer vcs, mas já os amo. <3
EDIT3: Quando mostrar a ele vou tentar pedir pra q escreva uma msg e se ele permitir postar uma foto nossa, mas somente caso ele se sinta disposto.
EDIT4: Mostrei para eles, mas não acabaram de ler ainda, pois estão mt cansados. Amanhã disseram q vão ler o resto
EDIT5: A conta u/SnooDoughnuts2517 é minha irmã q era responder alguns comentários amanhã <3
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2020.09.25 15:27 Kasvai As amizades enganam,por mais de anos

Apesar de já ter superado a situação,achei que seria legal compartilhar.
Em 2014 (Tinha 9 anos),uma menina veio pra nossa escola,como eramos crianças,todos os meninos achavam ela estranha e tinham medo dela,incluindo eu. Conversava de vez em quando com ela e continuava achando ela estranha. Vou chamar ela de Amanda aqui.
Em 2016,ainda na mesma sala,eu acabo por sentar no assento na frente dela e,por isso,começamos a conversar com frequência,descobri então que ela era alguém super legal,conversamos por muito tempo sobre animes,um hobby que eu estava começando a desenvolver,que ela já tinha desde criança. Conheci vários animes incríveis por conta dela.
Em 2017 nós formamos um grupo de amigos em comum,composto por 7 pessoas,e tivemos 1 ano e meio muito legal juntos,brincavamos,papeavamos sobre como seriamos quando crescer,morar na mesma casa e tals,conversas bobas que,pra mim,tinha muito significado.
Em 2018,o grupo entrou em conflito total,não vou revelar o motivo das discussões,porém envolveu todos,o que acabou nos separando,3 pessoas foram para outras escolas e 1 pessoa foi para outro grupo,sobrando eu,Amanda e uma outra amiga em comum.
Em 2019,nós três eramos o que restava do grupo,mas não se importamos muito,conhecemos uma outra garota que se juntou ao grupo,e selecionou a amiga em comum como a melhor amiga dela,nada demais até aí.
Este ano,os trabalhos eram complicados e exigiam algumas reuniões presenciais dos alunos nas casas ou na escola no contraturno,foi aí que eu conheci a família da Amanda,e percebi que o motivo dela ser tão estranha pra quem não conhece,era ela ser a sombra da irmã dela,tudo que ela fazia,a irmã era melhor,a irmã tinha influenciado ela a assistir animes,percebi que ela sofria por causa disso,e então tentei ajudar. Fizemos prova de admissão em outris colégios juntos,estudavamos juntos,conversavamos quase todo dia,e tudo isso me deu esperanças de que eu estava ajudando.
Amanda,do nada,começou a ficar um pouco possessiva pela nossa amiga em comum,não aceitava que do nada alguém tinha roubado ela,eu pensei que era por conta dos problemas com a irmãe comentei isso com a menina que havia entrado no grupo aquele ano,e ela disse que também percebeu que a Amanda estava ficando possessiva demais,a Amanda começou a me ignorar no colégio e eu não estava entendendo nada daquilo,isso durou umas duas semanas,até que tomei coragem pra confrontar ela e dizer sobre aquilo,então mandei uma mensagem,algo como:
"Você está ficando um pouco paranóica com a amizade das duas,dá um pouco mais de espaço pra elas,você tem outros amigos também,tipo eu ou a *******".
A resposta que eu recebi foi a coisa mais horrível que me aconteceu,foi algo tipo:
"Desde o começo eu odeio sua personalidade,não sei como você pensou que seríamos amigos".
E ficou por isso mesmo,a minha melhor amiga por mais de 3 anos,do nada me manda uma dessa,eu fiquei totalmente sem chão,desolado,lutei tanto por ela simplesmente pra nada,todos aqueles rolês,o cinema,as besteiras,as risadas,ter que ouvir que tudo aquilo era falso e que eu tinha sido feito de bobo foi horrível.
A história acaba no ano novo,quando alguns amigos no qual eu estava passando as férias na praia pegam meu celular e ligam para o número dela,no qual eu fico bastante irritado e desligo a ligação,ela me manda uma mensagem:
"Oi,por que ligou?"
A partir daí nós tivemos nossa última conversa,na qual não quero dar detalhes,e decidimos cortar nossas relações.
Foi alguns meses depois para superar isso,mudei de colégio e conheci novas pessoas,hoje a frase "Não chore por ter acabado,sorria por ter acontecido" é uma das minhas frases favoritas,por mais que,talvez,as risadas delas foram falsas,as minhas foram reais,e eu me diverti muito enquanto durou.
Edit: comi palavras
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2020.09.24 05:04 DrackNael Capítulo 5 A aldeia navajo

A aldeia navajo

Em algum lugar próximo a floresta no que aparenta ser uma aldeia indígena com cerca de 30 tendas colocadas todas em forma circular deixando apenas um grande espaço na parte da frente do terreno que possuía uma enorme fogueira e dava de frente para a entrada do lugar que não possuía portões más era todo cercado apenas sem cercas na parte da entrada. Onde um homem de pele avermelhada de cabelos brancos indicando sua idade já avançada já meio encurvado por causa da idade usando uma pele simples em suas costas e uma espécie de chapéu adornada com penas e galhos fazendo a forma de um falcão, está parado imóvel bem na entrada da aldeia com o olhar distante que observa toda a estrada que vai da aldeia, atravessando toda uma pradaria e adentrando a grande floresta a frente. Quando um homem se aproxima andando calmamente pelas suas costas, esse um pouco mais jovem, más também já de cabelos grisalhos, semelhante com o outro, mas esse possuía em sua cabeça um chapéu mais chamativo, feito todo de penas brancas presas a uma tira de couro com uma faixa vermelha nela.
-O que você vê Shaman? -, pergunta o homem mais novo que acabará de chegar.
-Hum! Não sei dizer, os espíritos não me mostram com clareza -, diz ele pensativo, - uma grande luz carregando uma grande escuridão, trazendo tristeza para o nosso povo -. Continuou o homem.
-Um inimigo? Um dos mercenários da floresta? -, pergunta o outro.
-Não sei dizer, os espíritos não me mostram com clareza, mas não me mostram intenções ruins -. Termina o homem se dirigindo para uma das tendas no centro, que chama atenção por ser adornada com penas e ossos de animais na sua frente.
Cerca de algumas horas depois sai da floresta o cortejo fúnebre puxado por Drack indo em direção da aldeia.
-Olhem ! -, alerta uma das pessoas da aldeia.
-Va chamar Nuvem Branca!-, diz outra.
Pouco depois o chefe sai de sua tenda que aparentava ter apenas um totem de cada lado da entrada.
-Chamem o Shaman-, fala ele chegando a entrada da aldeia e se dirigindo a um dos que estavam ali.
Enquanto isso o grupo chega a entrada.
-Quem é você cão branco? Por que puxa nossos irmãos mortos?-, diz um dos índios mais jovem parado ao lado do chefe parecendo estar com grande raiva.
-É , hum -, diz Drack sem saber o que dizer ao certo.
-Aqui-, diz Lobo Marrom do travois.
Enquanto o jovem se dirige a Lobo Marrom.
-Por Manitu Lobo Marrom o que aconteceu?-, diz ele em estado de surpresa.
Enquanto os outros índios iam puxando os cavalos para começar a tratar dos seus mortos, enquanto algumas mulheres choravam no fundo, e crianças eram colocadas para dentro das tendas, era uma cena desagradável para todos, jovens estarem mortos daquela forma.
Nisso o Shamam vinha se dirigindo ao encontro de todos.
-Lobo Marrom está ferido , levem-no para minha tenda-, diz ele dirigindo sua atenção a Drack, o olhando dos pés a cabeça , que ainda estava montado no cavalo e nem tinha se mexido para não fazer nada suspeito.
-Tratarei de Lobo Marrom e já vou ao encontro de vocês -, diz ele dirigindo-se a Nuvem Branca que estava parado ali prestando atenção em tudo e ainda não havia dito uma palavra, -Leve-o para sua aldeia Grande Chefe ja encontro vocês-, diz ele se dirigindo a nuvem branca e indo de volta para sua tenda para tratar Lobo Marrom.
-Por favor jovem me acompanhe -, diz o Chefe com o olhar suspeito para Drack.
-Sim senhor!-, diz ele descendo do cavalo lentamente e seguindo o homem, enquanto é observado por vários índios com olhar de ódio e raiva para cima do rapaz, com certeza só esperavam a ordem do chefe para partir pra cima do rapaz.
Drack segue Nuvem Branca que entra na tenda com os totens na frente, seguido logo atrás do rapaz, 2 jovens índios que o escoltavam com receio de que o rapaz pudesse fazer algo ao seu chefe. Quando Drack entra pode ver uma tenda de tamanho mediano , com o que parecer ser uma cama de peles na sua direita , um bau do outro lado , uma fogueira no centro da tenda e alguns adornos de peles e galhos no teto. O Chefe se senta do outro lado da entrada de frente para a pequena fogueira , onde aponta para Drack fazer o mesmo de frente para ele.Drack se senta e permanece em silêncio, obviamente o homem a sua frente era importante ali e ele não queria dizer nada idiota.
-Então meu jovem, conte sua história! -, diz o homem com um tom calmo.
Então Drack conta tudo que aconteceu desde a sua saída do mosteiro até a chegada na floresta e o encontro com Lobo Marrom e seus inimigos.
-O mosteiro dos cavaleiros renegados que fica no centro do Grande Lago de Calmaria? -, pergunta o homem confuso ,-não sabia que eles tinham levado crianças quando foram construir o lugar-. Completa o homem.
-Bem, na verdade não levaram , fui deixado la quando era apenas um bebê, eles me criaram desde então -, diz o rapaz ,- mas como assim cavaleiros renegados?-, termina ele.
-É uma história antiga de um grupo de cavaleiros brancos que abandonaram seu povo e foram se exilar naquela ilha -. Diz o homem, - mas não sei se a história é verdadeira , os brancos falam com lingua dupla muitas vezes-. Termina o homem se preparando para acender uma espécie de galho com uma ponta redonda onde tem algumas ervas.
-Não sabia disso , achava apenas que eram monges reclusos-. Diz o jovem confuso.
-Se eles não lhe contaram a história deviam ter seus motivos -, indaga o homem, -os homens que atacaram Lobo Marrom e seus irmãos eram brancos gananciosos que vieram para nossa terra explora-la e destruí-la -, continua o homem tomando um tom mais sério , -Eles não respeitam nada que a natureza nos da, só sabem destruir e explorar a natureza, estão destruindo a floresta toda, cortando suas árvores, sujando seus pequenos lagos, não sabem pegar apenas o que precisam para sobreviver , eles têm que destruir tudo até não restar nada , meu povo jurou defender essas terras a muitas luas atrás , há muito tempo fizemos um acordo com o rei dos homens para que essa floresta não fosse alvo de seus lenhadores , mas um dia ele morreu e o acordo já não servia para mais nada, pois como todos os homens brancos não tinham ninguém la para honra-lo , desde então viemos expulsando todos que entravam na floresta para explora-la, até a alguns meses atrás quando os mercenários da Black Marsh vieram, destruíram a aldeia de Buprewen chefe dos Apaches que ficava ao norte da floresta, seu líder é um homem muito poderoso chamado de MURTAUGH , dizem que ele arrasou a aldeia quase que sozinho , desde então pedi para meus guerreiros não terem conflito com eles até que pensássemos em algo , estava tentando um acordo com a tribo dos Xavantes ao sul minha mensagem partiu a alguns dias atrás , mas ainda não tivemos resposta , mesmo assim não penso que tenhamos algum guerreiro que possa derrotar Murtaugh, os homens brancos se tornaram fortes de mais para o meu povo -. Termina o homem com um tom triste,
-Más como um jovem como você pode derrotar 10 deles em poucos segundo? -, continuou ele.
-É bem ... -, começou Drack.
Quando entra na tenda o Shaman.
-Desculpem interromper-, começou ele , -Lobo Marrom me contou o que aconteceu, devo dizer também que fez um bom trabalho no ferimento dele , sem dúvidas salvou sua vida -, diz ele continuando , -Ele me disse que você veio da ilha dos monges e que não conhecia nada fora dela , sem dúvidas deve estar tão confuso quanto a gente com a sua chegada-. Termina o homem.
Nisso entra na tenda um dos jovens índios, o que havia se dirigido a Drack com ódio quando chegou.
-Pai temos que atacar o acampamento daqueles malditos, veja o que fizeram aos nossos irmãos-. Diz o rapaz com uma raiva incontrolável e uma fúria nos olhos, -i esse cão branco o que ainda faz aqui? O povo dele ainda não nos trouxe desgraça o suficiente ? -, diz ele se dirigindo a Drack com um ódio gigantesco no olhar.
-Calma Raoni -, diz Nuvem Branca com tom calmo, -Drack não é nosso inimigo, ele agora é um convidado da nossa aldeia, ele ajudou seus irmãos ao contrário do que pensa , vamos esperar a resposta dos Xavantes para tomar alguma ação sobre tudo isso-. Termina o chefe.
Mas Raoni tem o sangue de guerreiro nas veias , e guerreiros jovens sempre tendem a ter a cabeça quente.
-Todos os brancos são iguais -, diz ele com um tom grave saindo da tenda.
-Sinto muito por isso -, diz Nuvem Branca se dirigindo a Drack, -você é bem-vindo para ficar na nossa aldeia o tempo que precisar, não temos como agradecer pelo tanto que fez ao nosso povo , poderíamos ter perdido mais um filho ou só ter encontrado o corpo dos nossos jovens depois de várias luas , quando à terra já tivesse se alimentado de alguma parte -. Diz o sábio chefe.
-Eu agradeço , na verdade, eu gostaria de ficar um tempo, principalmente se poderem me ajudar a conhecer um pouco mais desse mundo -, diz Drack com certa esperança de que eles pudessem ensina-lo muitas coisas , principalmente depois de ouvir que o Shaman da aldeia usava magias, quem sabe poderia aprender alguma coisa.
-Claro , você é mais que bem-vindo -, começa o chefe , - Pedirei para o Shaman lhe responder às perguntas que o deixam confuso -, diz ele se dirigindo ao Shaman que estava parado ali do lado observando toda a conversa.
-Hum! também pedirei para arrumarem uma tenda para o nosso convidado -, diz o Shaman se dirigindo a saída da tenda fazendo um sinal para Drack acompanha-lo.
-Foi um prazer conhece-lo -, diz Drack fazendo um gesto de reverência e saindo da tenda.
-Espero que não se importe com meu pedido -, diz Drack se dirigindo ao Shaman que estava do seu lado.
-Hum! dissipar a nuvem da confusão das mentes das pessoas é meu trabalho , dom dado pelo grande espirito , não cabe a mim, reclamar das tarefas que ele me passa -, diz o homem se dirigindo a um grupo de jovens que estavam sentados em volta da grande fogueira afiando a ponta das suas lanças com uma pedra.
-Vejam alguma tenda que esteja livre , e peçam para alguém arruma-la para o nosso convidado -, disse o Shaman aos jovens, que se olharam todos confusos, mas depois dirigiram olhares furiosos para Drack. Que aparentou nem dar atenção, pois afinal só estavam chateados com o fato de seus amigos terem sido mortos e seu desejo de vingança ter sido cortado por Nuvem Branca.
-Então meu jovem que dúvidas você tem? -, diz o Shaman para Drack enquanto de ajeita em uma das pedras que são usadas como banco que ficam em volta da grande fogueira agora apagada, pois ainda era dia.
Aquelas palavras eram tudo que Drack queria ouvir , pois não existia alguém no mundo com mais perguntas em sua cabeça, ele pensou em milhares para fazer de uma vez, mas se acalmou e começo a pensar em ir por partes.
-Onde estamos ? -, pergunta ele.
-Hum! aqui é a aldeia do grande Chefe Nuvem Branca chefe dos navajos, ao redor de nós, está a grande floresta do caçador , o mosteiro que você vivia era chamado por nós de mosteiro dos cavaleiros renegados que fica no centro do grande lago de Calmaria , ao norte da floresta fica a cidade dos homens de Heisemburgh , todas essas terras fazem parte do reino dos homens brancos de Camelot -, diz o Shaman já saciando outras perguntar que poderiam vir do rapaz, já que ele aparentava mesmo não saber de nada.
-O que o senhor pode me dizer sobre magias ? -, pergunta o rapaz novamente , pois essa era uma oportunidade que ele não ia desperdiçar , ter alguém pra responde qualquer pergunta que ele tivesse.
-Hum! nós do povo indígena não usamos magia , usamos o dom dado a nós pelo grande espirito, magias são usadas pelos outros povos para criar destruição -, começou o homem ,- usamos o dom do grande espirito para curar os enfermos , pedir benção para que as caças sejam abundantes e e as plantações cresçam fortes , através de nossos pedidos o grande espirito nos concede nossos desejos se for de sua vontade , talvez na cidade dos homens alguém possa lhe dizer mais sobre magias, más não é o que eu e meu povo usamos -, termina o homem.
-Entendo -, diz o rapaz levemente decepcionado , não era a resposta que queria, talvez tivesse procurando um professor para ensina-lo , mas a resposta não era de toda inutil , pois como eram de outro povo e outra cultura , mostrava o quão interessante o mundo era , com várias formas diferentes de no fim fazer alguma coisa.
-O que é o grande espirito ? -, perguntou Drack.
-Manitu , o grande espirito indigena , ele é a força da natureza , é aquele que rege nosso mundo , manitu está em tudo e em todos , não tem como colocar em palavras sua essência -, diz o sábio.
Drack então imaginou que era como a energia , que estava em tudo e todos , e decidia as coisas, mas já era a segunda entidade que ele ouvia falar , e que talvez houvesse outros seres que comandavam o mundo.
-O que é a Black Marsh? -, perguntou novamente o rapaz.
-Hum! é um grupo de mercenários vindos da cidade de Heisemburgh , foram contratados por Tucker o dono da loja de madeiras da cidade para nos impedir de expulsar os lenhadores -, então o homem começa a ficar com um olhar distante olhando para o chão enquanto começa a falar, -mas creio que nossos problemas não são devidos apenas as árvores que eles derrubam como se não se importassem com a floresta , mas o metal dourado que encontraram perto da aldeia dos Apaches, a febre do metal dourado deixa os homens brancos loucos, eles destroem tudo por ele -, termina o homem.
Então Drack pensou que ele estava falando de ouro , que fora ensinado que era a moeda de mais valor no mundo , atrás depois vinham as moedas de prata e depois de bronze.
-Se acharam lá provavelmente pensam que tem por toda a floresta também , por isso são tão agressivos -, indaga Drack.
-Sim -, diz o homem cabisbaixo, - eles não vão parar até não sobrar nenhuma árvore ou escavar cada centímetro da floresta -. Termina o homem.
-Talves possamos falar com o governador de Heisemburg -, comenta Drack , que sabia como o sistema de administração de cidades funcionava , o governador era responsável por uma cidade e em todas as terras em volta dela.
-Ja tentamos enviar alguém , mas foi capturado pelos homens de Murtaugh na estrada , foi decapitado e sua cabeça colocada em uma estaca na beira da estrada como aviso -, diz o homem , -e um índio nunca vai entrar numa cidade de brancos e sair ileso -, fala o homem quando é interrompido.
-Porque todos os brancos são animais, não podem ver nada que querem tomar a força, acham que são os donos de todas as terras e todas as vidas , mas não são, isso acabara -, diz Raoni para os dois , furioso que um branco estava sentado em sua aldeia conversando como se nada tivesse acontecido, claramente culpando Drack pelos feitos de outros da mesma cor que a sua.
-Sinto muito pelos seus amigos, mas nem todos os brancos são iguais e eu não tenho nada a ver com o que aconteceu a seu povo -, diz Drack se levantando , pois sabia que não tinha nada a ver com aquilo e Raoni já o estava irritando , ele entendia a dor do rapaz, mas não precisa destratar alguém que claramente só ajudou.
-É o que veremos ! -, diz Raoni em um tom ameaçador enquanto se afasta dos dois.
-Ele é jovem tem sangue navajo nas veias , não suporta ver seus irmãos serem mortos e não puder vinga-los -, diz o shaman.
-Tudo bem , eu entendo , só não queria que ele pensasse que poderia passar por cima de mim atoa, sinto muito se o ofendi -, diz Drack.
-Tudo bem , você é jovem também -, comenta o homem.
Naquela noite a fogueira foi acesa , e os índios prepararam uma refeição, todos estavam ou tristes, ou furiosos , os olhos eram todos para Drack que estava sentado em volta da fogueira comendo o que parecia ser uma sopa com uns pedaços de cervo que fora caçado mais cedo pelos índios, até que Nuvem Branca se aproxima e se senta do lado do jovem.
-Sinto muito pelos olhares do meu povo, não sabem esconder seus sentimentos perante os da sua cor -, diz Nuvem Branca esperando que seu convidado não fique ofendido com um ato que era vergonhoso pra ele como chefe , já que Drack tinha sido convidado a ficar por ele mesmo.
-Está tudo bem grande chefe, entendo a dor deles e agradeço por me deixar ficar, mesmo estando em guerra com as pessoas da minha cor e agradeço também por me deixar tirar minhas dúvidas com o seu Shaman -, diz Drack grato.
-Pode me chamar de Nuvem Branca, você é um amigo do meu povo, eles logo verão isso -, fala Nuvem Branca com um tom amigavel , -E estamos em guerra com Black Marsh e Tucker, meu povo tem que aprender, como é que você disse? -, diz Nuvem Branca dando uma pausa , - "nem todos os brancos são iguais” não é mesmo -, diz ele em um tom de piada.
-É acho que sim -, diz Drack olhando para o fogo da fogueira e dando uma risada discreta de canto de boca.
Naquela noite Drack teve um pesadelo um pássaro de fogo vinha e pousava em seu ombro direito , mas depois de alguns segundos os dois incendiavam e viravam cinzas, e das cinzas levantava uma sombra negra gigante que se espalhava pelo mundo e engolia tudo. O rapaz acorda e vê que ainda esta no meio da noite, então resolve sair da tenda e dar uma caminhada para pensar melhor no pesadelo, pois era a primeira vez que algo do tipo acontecia e ele acordava no meio da noite todo suado. Então mais a frente o rapaz vê o Shaman parado olhando as estrelas , o jovem resolve se aproxima , quando…
-Pesadelo ? -, diz o Shaman mesmo sem ver que o rapaz se aproximava dele.
-Como ele sabe ? -, pensa Drack , sem dúvidas esse homem tinha dons também , só era muito modesto para falar sobre eles , fora o fato de que ele tinha sentido ele se aproximar sem ter feito nenhum barulho, -Sim, como sabe? -, pergunta então o jovem.
-Os espíritos me mostraram -, começou ele , - você tem um grande poder Drack, o maior que já foi visto nesse mundo, sem dúvidas é um grande dom , mas , você também possui uma grande escuridão dentro de si, não sei como é possivel , mas se você não conseguir se controlar ela o consumira -, diz o homem em tom de transe.
-Grande escuridão? -, pensa Drack , apesar de tudo incrível que acontecia com ele , ele nunca sentiu nada maligno.
Então de repente o Shaman para de ver as estrelas e olha para Drack.
-O que faz aqui fora? Não conseguiu dormir? -, diz o homem , como se tivesse esquecido que eles recém acabara de conversar.
Drack percebe que tinha sido algo especial que tinha acabado de acontecer então não questiona o homem.
-Sim ! -, responde Drack , - Vim pegar um ar só, para ver se o sono vem -. Termina ele.
-Então cuidado para não ficar doente , a noite esta fria ! -, diz o homem enquanto se afasta indo para sua tenda.
-Grande escuridão ! -, pensa Drack enquanto fica ali olhando as estrelas também , esperando o sono vim.
Alguns dias se passam, Drack continua tentando fazer amizade com alguns índios , sua presença agora não é mais tão incomoda quanto na sua chegada, era um rapaz gentil educado logo conquistava a todos, menos Raoni que estava sempre de olho no rapaz , com o passar dos dias Drack foi aprendendo alguns movimentos de combate com os índios, como usar um arco, coisa que Drack aprendeu rapido, pois tinha dom natural para coisas relacionadas a combate, aprendeu sobre ervas, animais , como caçar diferentes tipos de animais , até suas táticas de guerra e rastreio o jovem aprendeu. Já havia conquistado o respeito da grande maioria da tribo em questão de poucas semanas, nenhum incidente tinha acontecido mais, Lobo Marrom já havia se recuperado e tinha virado amigo de Drack, coisa que Raoni achava insuportável, até que um dia.
-Ele chegou , ele chegou - , diz uma voz do lado de fora da tenda de Drack.
O jovem sai da tenda para ver do que se tratava , era o mensageiro que Nuvem Branca havia enviado a tribo dos Xavantes, quando de repente.
-GUERRA !!!! -, grita o índio que acabava de chegar.
-IAAAHHIIIIIII -, berravam todos os índios, era seu grito de guerra, a hora da retaliação havia chegado.
Nisso da saída da sua tenda Drack olha pro lado e vê Nuvem Branca parado na frente de sua tenda , com um olhar pensativo e distante, talvez a guerra não era a melhor coisa pro seu povo , mas ele não podia fazer mais nada.
Naquela noite uma fogueira enorme foi acesa , tambores ecoavam por toda a floresta, os índios dançavam e gritavam em volta da fogueira, seus corpos completamente pintados, sem dúvidas eram um povo corajoso um povo guerreiro.
-Vamos matar seu povo o que acha disso? -, diz Raoni se dirigindo a Drack que estava parado ao lado de todos enquanto assistiam os guerreiros dançarem e comemorarem.
Mas Drack não responde.
No outro dia todos estão prontos para partida , 30 guerreiros todos a cavalo incluindo Nuvem Branca, Raoni e Lobo Marrom que estava ansioso por sua vingança com os mercenários, Drack se aproxima do grupo pronto pra guerra.
-Sinto muito meu amigo , mas você não pode ir conosco essa e uma batalha do meu povo ! -, diz Nuvem Branca a drack enquanto se dirige para falar a todos , -Encontraremos Chefe Hachita e seus homens na clareira do cervo , la nos juntaremos e decidiremos como vamos atacar o acampamento dos cães brancos -, enquanto se vira para partir em disparada com o grupo em direção a floresta.
-Contaremos pra você como foi nossa vitória em cima de seu povo ! -, diz Raoni em uma última provocação para o herói enquanto parte com o grupo.
Mas Drack não estava convencido da vitória de seus amigos.
-Faça o que achar certo ! -, diz o Shaman se aproximando por de trás de Drack e colocando sua mão em seu ombro esquerdo. Ele sabia o que passava na cabeça do jovem.
Então depois de algum tempo quando o grupo de guerra já havia sumido a alguns minutos na floresta , o jovem parte da aldeia a cavalo seguindo os rastros do grupo.
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2020.09.24 04:34 Leonardonsantos Um local LGBT+ além de bares de baladas

Ei pessoal tudo bem? Essa é uma dúvida que tenho já a um tempo.
Vocês conhecem algum lugar lgbt+ na cidade de vocês (qualquer cidade, mas por favor dizer o nome da cidade e as características do local) onde seja possível encontrar outras pessoas lgbt+ que não sejam bares, baladas nem saunas?
Algum lugar que não seja destinado a pegação, mas pra conhecer gente e se caso ter uma pegação, ela acontecer em outro lugar.
Pode ser sei lá, bibliotecas, centros culturais, clubes esportivos, clubes religiosos, clubes de artesanato, ONGs de trabalho voluntário, ou qualquer outro lugar que vier à cabeça.
A pergunta em si é a descrição acima, abaixo vou fazer um desabafo pessoal
——————————————————————
Sempre senti que fazer amizades lgbts é algo difícil. E isso como gay, não estou nem inserido em grupos onde a amizade deve ser mais difícil como os TQIA+.
Quero dizer, numericamente parece ter uma enorme desvantagem. Quando héteros cisgeneros estão sem opção e querem fazer amigos, eles se juntam a associações parecidades com as que disse acima e podem encontrar potenciais amigos em semanas, e isso perto de casa. Como lgbt sinto que o nosso prazo vai para meses ou até anos, e temos que ir muito mais longe. Por isso me veio a ideia bem maluca de “e se desse pra criar um espaço sabe onde lgbts pudessem se reunir, pra conversar, estudar, praticar esportes, essas coisas? Sem fins sexuais, claro”.
Claro que não estou dispensando a amizade proveniente de héteros cisgeneros, mas é só que as vezes queremos alguém gente como a gente pra conversar, que nos compreenda e não só dê suporte.
Relativamente sinto que pelo menos no meio gay, quando conhecemos alguém novo que também é gay, parece estar presente uma tendência sexual. Mas nem sempre é isso que estamos buscando. E isso pode atrapalhar estabelecer laços de amizade verdadeiros e desinteressados. Mas baladas também parece existir uma espécie de competição invisível, velada, mas real, onde se averigua quem é mais atraente, quem se veste melhor, quem dança melhor o que talvez torne o meio meio tóxico e indesejável na minha opinião.
PS.: nesse texto estou contextualizando amizades presenciais
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2020.09.23 03:26 AP_Scabia Não quero perder minha lucidez (alcoolismo)

Sou alcoólatra há muitos anos e estou há um mês e meio sóbria. Tem sido, ao mesmo tempo, uma grande luta e uma grande vitória. Vitória porque comecei a recobrar minha lucidez, a enxergar as coisas com clareza, a sentir paz ainda que em meio as turbulências e isso é tão gratificante que não teria palavras para expressar. Estava completamente perdida, passo pela fase mais conturbada da minha vida e ainda assim estou conseguindo me manter firme até aqui. Tenho um orgulho sadio da minha conquista que é construída dia após dia.
De uns dias para cá, no entanto, tenho me sentido ansiosa, agitada, com pensamentos e sentimentos confusos. Não sei explicar. Faço um exercício diário de conhecer meus sentimentos, observá-los minuciosamente mas sinto que estou perdendo o controle e não quero cair "na mão do palhaço" de novo. O caminho da queda é árduo, triste, incerto, não desejo percorrê-lo nunca mais.
Concluindo, tenho muito medo desta maldita angústia e inquietação mental me levarem à uma recaída. Já passei por outras, sei o quanto é doloroso e não quero que aconteça de jeito nenhum. Depois de amanhã precisarei sair de casa para ir a uma consulta e, confesso, tenho medo de encontrar amigos de copo pelo caminho e acontecer o pior. Acho que não me perdoaria e despencaria ladeira abaixo junto com a depressão e o arrependimento.
Quem já passou por isso e puder me ajudar, agradeço. Ou para aqueles que não passaram e quiserem dar uma palavra de incentivo, sou igualmente grata. Faço tratamento com equipe de psicólogas, psiquiatra e medicamentos (Antidepressivo + Estabilizador de Humor, tomados rigorosamente no horário). Levo muitíssimo a sério minha recuperação e não quero perder toda a melhora que conquistei até aqui. Parece pouco tempo mas somente eu sei a luta que tem sido. Sou uma pessoa forte, mas estou sentindo medo de perder para a bebida mais uma vez. Muito obrigada a quem leu.
PS: Escolhi a Flair depressão, porque também sofro desta doença.
Edit: Hoje, quinta feira 24/09, saí para ir à consulta e voltei para casa sóbria. Estou feliz porque permaneço bem. Encontrei quem chamasse para beber e fui firme o suficiente para resistir. Obrigada a vocês pelo apoio. A luta é dia após dia mas a cada etapa vencida, me sinto mais forte. Rumo ao segundo mês :)
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2020.09.20 23:41 mgzaun Benítez do Vasco

Me encontrei com ele hoje. Fui na Barra resolver umas paradas da minha faculdade (Estudo na Veiga de Almeida), depois que vi tudo, fui dar uma passada na praia.
Quando to atravessando a rua, uma bmw me atropela HEUIAHSIEU, meio que me dá uma porradinha e eu caio no chão.
Ai eu levanto na fúria, quando desce do carro, advinha quem é????
- Caralho Benitez, é tu mesmo????????
BENITEZ: shhh, fala baixo porra. E ai, maluco, se machucou?
EU: Claro que não cara, to sangrando aqui na perna mas ta tranks, porra me dá um autógrafo.
BENITEZ: Olha a ideia do cara, ta com a perna sangrando e quer autógrafo... É vascaíno pelo menos?
EU: Claro que sou porra.
Peguei meu chaveiro do Vasco e mostrei pra ele.
BENITEZ: Porra, tu é gente boa, podia estar aqui me xingando por ter te atropelado, mas me pediu um autógrafo. Entra no carro aí que vamos fazer um curativo nessa porra.
EU: SÉRIO MANÉ?
Nisso entrei no carro né, lá dentro tinham 3 mulheres gatíssimas, no banco de trás.
Nisso já soltei uma no ouvido do Bene:
- Caralho, Bene, quem são essas 3 gostosas aí?
BENITEZ: Minha mulher e minhas duas filhas, seu filho da puta.
...
BENITEZ: TO ZUANDO LEKE, É TUDO VAGABUNDA. PORRA TU ME DIVERTE MUITO, NA MORAL, TU É UM MLK SAGAZ. AE PATTY, ESTÉFANI, TIO MAIA, ESSE É MEU AMIGO... COMO É TEU NOME MESMO?
EU: É João po...
BENITEZ: ESSE É O JOAO GENTE BOA, E VAI TOMAR UMA GELADA HOJE COM A GENTE.
Nisso já fomos direto pro Novo Leblon, um dos condomínios mais picas da Barra.
Rapaz, pra resumir a história, cheguei no apartamento 507 do bloco 3, meu amigo, o ap era um luxo. Entramos o Benitez e as 3 gatas.
BENITEZ: Ae mané, comigo é papum, tu já sabe né?
EU: To vendo, mal me conhece já me trouxe pra boa.
BENITEZ: Mermão, e o Cano, meu parceiro de Vasco... Quer conhecer?
EU: CARALHO O CANO TA AQUI????
ELE: Ta porra, quer ver??????
EU: CLARO PORRA, KEDE ELE???
Nisso ele me mostra a trolha dele HEUIAHSUIEHAUISEHUIAHSUIEHAUISEHA pqp, mó cacetão cabeçudo
- AQUI O CANO AQUI FILHO DA PUTA.
Móóóó pirocão! Comecei a rir, HEAUIHSEUIAHUISHEAUIHSE
EU: VAI TOMAR NO CU BENITEZ, HEUIAHSEUIAHEUISA!
Ele já veio chamando a mulherada.
BENITEZ: AE MANÉ, ESCOLHE UMA E SE SENTE A VONTADE.
Nisso peguei a Estéfani, comecei a meter forte nela, no sofá do Benítez. Meti mt. E o Benitez só nas duas, comendo as mulheres.
Quando eu olho pro lado mané, vi o Benitez comendo a mulher...
EU: COÉ BENITEZ, TU TA FAZENDO A MESMA CARA QUANDO O BASTO ENTRA EM CAMPO, HEIUAHSUIEHAUISE
O BENITEZ COMIA A MULHER CHORANDO VIADO HEUIAHSEUIHAUISHEUIAHUISEHAUIS
CARALHO, COMECEI A RIR, QUASE BROCHEI
Soquei bem na mulher. Gozei. Benitez gozou também.
EU: AE BENE TENHO QUE IR LÁ...
BENTEZ: JAÉ, vou te dar meu número, qualquer coisa to me liga, tu é parceiro.
EU: ESSAS PIRANHAS SÃO ÓTIMAS.
BENITEZ: Pois é, to cheio de dor nas costas.
EU: CARALHO BENITEZ, JÁ SE CONTUNDIU?? NAO PODE NAO TA MALICO PORRA HEUIAHSUIEHAIUSEHUIAHSUIEHAUIS
BENITEZ: HEUIAHSEUIAH SAI MLK, NA QUARTA A GENTE GANHA DO BOTAFOGO. VOU LA NO SHOPPING
Aí me passou o número dele. Caralho, mt mt mt gente boa!
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2020.09.20 20:34 peterhatchet Fazer amigos numa cidade nova em tempos de Covid.

Olá a todos,
O título é direto, há 2 meses que me formei e há 1 mês que aceitei um primeiro emprego na área a 300km de casa. Para contexto demográfico e geográfico, tenho 21 e vivo agora em Aveiro. Em termos profissionais a vida corre-me às mil maravilhas, rapidamente arranjei trabalho naquilo que adoro fazer e saí de casa dos meus país, mas não me sinto realizado, considero-me bastante independente e resiliente, vivo bastante bem por mim próprio, mas acho que estou a atingir o meu limite e preciso de ajuda. Vim viver com mais 2 jovens trabalhadores, aluguei um quarto, mas neste primeiro mês ainda não apareceram cá em casa ( nem sei quando regressam e se regressam ) portanto, vou dizer que vivo sozinho. Sabia que ia ser difícil e foi sempre este o meu medo número 1, neste primeiro mês não fiz praticamente amigos nenhuns, exceptuando os colegas de trabalho que têm as vidas deles e estão numa faixa etária diferente. Eu sei que era expectável devido ao cenário do vírus, mas sinto que isto me está a começar a afetar. Estudei 3 anos fora, também longe de casa e de início sem amigos, mas os tempos eram outros e rapidamente tudo se estabeleceu e encaminhou, mas hoje os pontos do costume já não se aplicam... " Frequenta cafés e bares locais, vai a festas e eventos, procura grupos de atividades que gostes, ...etc.". O que tenho feito é passear aos fins de semana, aos poucos começar a conhecer a zona e os locais do meu interesse, mas não há comunicação entre as pessoas que não se conhecem, como seria de esperar. Também não sou a pessoa mais extrovertida de sempre, mas em regime normal, nunca senti dificuldades em me adaptar a um sítio novo e começar a construir círculos de amigos. Já pensei em instalar aquelas aplicações para conhecer pessoas ( não é o Tinder ) mas não queria ir por aí, e penso que a adesão também deve ter diminuído com isto do covid. Malta super social e movedora de montanhas que anda neste Reddit, têm algum conselho? O que posso fazer que não estou a fazer? Talvez seja a pior altura nos últimos 50 anos para ter tomado esta decisão, mas foi este o timing que tive e a minha geração teve, e não quis deixar escapar a oportunidade. Não me queria conformar e aceitar que não é propício conhecer pessoas novas agora, há de haver alguma solução. ( ? Assim espero ).
Obrigado a todos, cumprimentos.
Edit: Informações.
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2020.09.20 14:53 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 1: Mudanças e chegadas]

Olá amigos. No post anterior introduzi levemente o espírito desta série, e este é o primeiro capítulo "a sério" da série. Este capítulo versa sobre o processo de preparação para a mudança e o "primeiro embate" da chegada ao novo país; que assuntos tive que tratar imediatamente antes de me mudar, assim como assim que cheguei. Como tenho dito, esta experiência é pessoal, e é importante que entendam que não se aplicará certamente a todos. Riam-se, chorem, e deixem os vossos pensamentos na caixinha em baixo.
Ao longo do texto vão ver uns números entre parênteses rectos ([XXXX]). Isto são referências que estão por extenso perto do fim do post, na secção apropriadamente denominada "Referências".

Take-Aways Principais

Eu gosto de ter uns bullet points com as ideias principais que se devem reter de cada capítulo, uma espécie de "se não leres mais nada, lê isto" do capítulo. Os deste capítulo rezam assim:
Os detalhes estão no texto por aí abaixo.

A odisseia do trabalho científico em Portugal

Já alguma vez tiveram aquele sonho em que querem gritar e não conseguem? Aquela sensação quase infantil de impotência, do pavor da inacção e do pasmo em relação ao que quer que seja que se está a desenrolar à nossa frente? Ou aquele em que querem esmurrar alguém mas não acontece nada? A sensação de impotência é, pessoalmente, das piores que podemos ter; a de querermos fazer alguma coisa, acharmos que sabemos o que fazer e não conseguirmos.
Trabalhar no tecido académico e de micro-empresas português (vulgo technology transfer) é um bocadinho assim. Por mais que um gajo se esforce, é muito difícil escapar à subsidio-dependência, à chico-espertice, à mediocridade, à inexperiência, à falta de processo e, acima de tudo, à falta de recursos. Por bom que seja o sonho, por interessante que seja o projecto, por positivo que seja o ambiente de trabalho, por porreiros que sejam os colegas, há uma sensação latente de "isto não vai dar para construir uma carreira". Isto torna-se particularmente agudo quando se trabalha numa área de tecnologia de ponta, para a qual inevitavelmente o mercado português está pouco desenvolvido. Não havendo mercado, a empresa vira papa-projectos e passa a viver de fundos comunitários, QRENs, COMPETEs, H2020s e coisas que tal. O tempo que se devia gastar em desenvolvimento é gasto a tentar convencer revisores de projectos a darem-nos mais uma esmola, e todos os projectos são uma corrida ao fundo: como é que conseguimos fazer esta omelete bonita com muito poucos ovos? Será que precisamos mesmo de duas pessoas para fazer isto, não dará só uma? Certamente o equipamento X também dá para este projecto.
Um aspecto particularmente doloroso neste ambiente é a altíssima rotatividade dos colegas. Quando se trabalha nestas condições tende-se a depender de recursos precários: bolseiros de investigação, estágios IEFP, estágios profissionais, estágios académicos, e por aí fora. Isto torna imediatamente impossível treinar alguém para fazer alguma coisa de jeito, e dei por mim a ensinar 3 ou 4 pessoas a fazer a mesma coisa em ocasiões diferentes ao longo dos anos. Nunca ninguém fica e toda a gente parte para outra, seja porque a empresa não lhes pode pagar, ou porque são incompetentes demais para nos darmos ao trabalho de lhes tentar arranjar financiamento. As caras e os nomes confundem-se numa espécie de groundhog day tecnológico em que cada ano que passa temos as mesmas conversas. Um tipo que vá ficando, ora porque é bom ou porque é teimoso, vai dando por si a avançar na idade ao mesmo tempo que os colegas não. A certo ponto, todos os meus colegas eram pelo menos uns 4 ou 5 anos mais novos que eu; ora se até eu quase nem tinha barba (hipérbole), então eles estavam mais verdes que as bananas da Costa Rica quando chegam ao Continente.
Quando me perguntam porque é que os portugueses têm tendência a se dar bem lá fora, aponto-os sempre para as condições em que somos habituados a fazer trabalho world-class. As publicações a que submetemos artigos não querem saber das nossas dificuldades; querem papers de qualidade. As agências de financiamento não querem saber de rotatividade, querem saber de know-how, track record e orçamentos. O trabalho que temos que entregar para sobreviver tem que ser de topo, ao mesmo tempo que as condições são de fundo. Pega-se num tipo habituado a isto, senta-lo numa cadeira de 300€, dá-se-lhe 3 monitores e um portátil que dava para comprar um carro, e é natural que o desempenho seja incrível.
Eu não me considero um perfeccionista (e acho que quem se considera perfeccionista pensa demais de si próprio) mas procuro estar numa constante curva ascendente no que toca à qualidade do meu trabalho. Umas vezes a curva é mais inclinada, outras vezes é menos inclinada, mas a cada dia estar um bocadinho melhor que no dia anterior. Aliás, quem me conhece sabe que esse é um traço que aplico em quase tudo: no trabalho, na vida, no desporto, etc. Antes de me mudar sentia que tinha batido no tecto da qualidade do que podia entregar. O meu esforço era máximo e o factor limitador da qualidade da entrega era a forma como o trabalho que eu tinha para fazer era entregue. Não havia tempo suficiente para inovação, era preciso planear de forma irrealista (e entregar de forma irrealista) para se conseguir fazer o malabarismo de todos os projectos. A constante mudança de contexto comia horas todos os dias.
A ética de trabalho portuguesa é, geralmente, horrível. Se eu trabalhei as minhas 8h, entreguei o que tinha para entregar e não tenho horário de trabalho, então vou sair às 16h. Ou chegar às 10h. Geralmente, fazer menos que 9-19 é mal visto, e eu fui sempre muito vocal (se calhar de forma prejudicial para mim próprio) acerca do quão estúpido isso me parece. Cheguei a ouvir algo semelhante a "tu és daqueles gajos que vão de férias desaparecem do mapa". Não é esse o objectivo das férias?

Um dia destes decidi mudar-me para o UK

Então um dia desatei a mandar CVs por esse mundo fora, a ver o que colava. Inevitavelmente, apareceram-me várias ofertas interessantes, a melhor das quais no UK. Contas feitas, a oferta praticamente multiplicou o meu salário bruto por 5 (talvez um bocadinho mais), empurrando-me de um salário mediano em Portugal para um salário bastante acima da média no UK. Esta é daquelas particularidades a que me refiro quando digo que a minha experiência é extremamente pessoal: eu tive a sorte de gostar e ter talento para trabalhar nesta área, e a dupla sorte de ser uma área em que simultaneamente há muita oferta e pouca procura de trabalho. Meio ao calhas cultivei um skillset muito valioso, ou que consegui vender bem. Infelizmente, para manter esta conta dissociada da minha identidade não vos posso especificar qual é; somos poucos, tornava-se muito fácil encontrar-me pelas publicações.
Curiosamente, está agora (à data da escrita) a fazer um ano que me decidi mudar. Nessa altura, a maior preocupação de quem se mudava para o UK era o Brexit, mas houve uma série de factores que me acalmaram:
Acerca deste último: ser estrangeiro no UK ou ser em qualquer outra parte é, para mim, semelhante. Então, se o Brexit por alguma razão resultasse numa perseguição aos estrangeiros, ou numa forte desvalorização da libra, etc, a minha situação ainda assim seria melhor que antes. Teria um CV mais rico, experiência adicional na indústria, e dinheiro no banco, tudo factores que facilitariam a mudança para um país terceiro.
Portanto com os factores políticos resolvidos por ora, e com a família a apoiar, lá me decidi.
Lá vim eu.

Preparação

A preparação para a mudança dividiu-se em:
Para benefício máximo meu e das duas empresas envolvidas, decidi reservar apenas umas 3 semanas sem trabalhar para tratar de tudo. Arrependi-me profundamente: devia ter fodido uma das empresas (a velha, potencialmente) e tido mais tempo para mim e para os meus. Naturalmente, houve muito que pude fazer enquanto trabalhava, como tratar da documentação. A logística foi um pesadelo; tive que esvaziar o apartamento em 2 dias e encontrar forma de arrumar tudo o que tinha na minha casa de família. Uma boa parte ficou por fazer pois queria passar tempo com a família em vez de arrumar merda. Tive que denunciar o contrato de arrendamento, da energia, da água e das telecomunicações. Obviamente, a Vodafone foi a mais merdosa no meio disto tudo, primeiro porque queriam que pagasse a fidelização (tive que demonstrar que vinha para o estrangeiro), e depois porque queriam cobrar o equipamento apesar de o ter entregue a horas e em boas condições. Típica escumalhice de telecom portuguesa, nada de novo.
A preparação legal foi mais cuidada. Para referência, a documentação que preparei foi:
Também nomeei (por procuração) um representante legal em Portugal. Inicialmente pareceu-me overkill, e apenas o recomendaria se tiverem alguém que seja de muita, muita confiança. Mas para mim tem sido muito útil, pois essa pessoa pode-me substituir em qualquer todos os compromissos, requerer a emissão de documentação em meu nome, transaccionar os meus bens (tipo vender o carro velho) e negociar em meu nome com as telecoms quando se armam em parvas (ver Vodafone acima). A pessoa que ficou com esta responsabilidade é da minha absoluta confiança, mas mesmo assim é um compromisso que deve ser mantido debaixo de olho e apenas pelo tempo necessário.
Às tantas perguntei-me "sua besta, já pensaste em quanto dinheiro vais gastar?" Bom, através de uma combinação de salário baixo e escolhas financeiras pouco saudáveis (que reconheço mas não quero detalhar), as minhas poupanças resumiam-se a uns míseros 2000€. Amigos, 2000€ não é dinheiro nenhum. Precisava de mais. Pelas minhas contas, e porque não vinha sozinho, precisaria de cerca de 15000€ para fazer isto com algum descanso, ainda que não conforto.
Lembram-se de quando tivemos uma crise "once in a lifetime" em 2008? Aquela da qual vamos ter saudades agora em 2021? Essa mesmo. Uma consequência engraçada dessa crise foi que as pessoas se habituaram a fazer crédito ao consumo, e os bancos habituaram-se a emprestar dinheiro como quem dá cá aquela palha, já que o Estado depois os resgata e ninguém vai preso. Como sempre trabalhei, paguei os meus impostos e nunca tive dívidas, pude pedir um crédito pessoal para pagar a mudança inicial. 15k no banco, check.
Obviamente não o gastei todo, e a empresa para onde fui trabalhar devolveu-me uma esmagadora parte do que gastei através de um fundo de "relocation expenses". A empresa pagou (mas eu tive que adiantar):
Em cima disso, paguei eu:
Admito que fiz algumas escolhas controversas, e houve muito dinheiro perdido em conversão de moeda. Podia ter ficado fora da cidade enquanto procurava apartamento, podia ter comprado mobília mais barata, podia ter dormido no chão, podia ter comprado malas mais baratas, podia ter andado de comboio em vez de alugar carros quando precisei. Mudei-me de uma forma que considero "medianamente confortável": não o fiz luxuosamente, mas dei-me ao luxo de trazer a Maria, de não ter que partilhar casa e de evitar largamente transportes públicos. Com o dinheiro que a empresa me devolveu constituí um fundo de emergência. Não liquidei logo a dívida porque entendo que é mais importante ter um fundo de emergência do que estar debt-free (mais sobre isso daqui a um post ou dois).
São escolhas. Emigrar é caro, amigos. Conheço quem o tenha feito com 200€ no bolso, mas não é confortável e não quero isso para mim.
Praticamente foi tudo pago através do Revolut. Criei uma conta pouco antes de vir, comprei o premium para não ter limites de conversões, e usei. Inclusivamente recebi lá o primeiro salário enquanto não criei a conta no banco.
A preparação emocional foi a menos complicada. O meu núcleo duro é relativamente pequeno, e toda a gente estava preparada há muito tempo para que eu "fugisse"; era conhecido praticamente desde que tinha começado o PhD que a minha área não era viável em Portugal, e que estava revoltado com a ética de trabalho merdosa. Naturalmente a minha mãe não gostou da ideia, mas são coisas da vida. Ainda assim, um conselho: não se armem em fortes e não descuidem a preparação psicológica/emocional que é necessária para este tipo de viagem. Eu sei que pessoas diferentes têm níveis de resiliência diferentes, mas o português tem muito a mania de achar que é o maior; cuidado com isso. Além disso, não deixem que estas preparações vos tomem todo o tempo que têm; guardem tempo para estar com a família, para lazer, e para descansar. Eu deixei-me consumir um pouco e não foi bom.

Como não ser sem-abrigo

Aterrei em meados de Setembro num dia nublado com duas malas de 30kg, uma mochila para mim e outra para a Maria, e a convicta certeza de que me estava a foder. Tinha cerca de 2.5 semanas até começar a trabalhar, e até lá a missão era só uma: encontrar um apartamento. Há muito para dizer acerca da habitação no UK, vou escrever um post só para isso e por isso aqui vou focar apenas na experiência do recém-chegado.
Eu decidi que não estava disposto a arrendar pelo privado; iria sempre através de uma agência imobiliária. Como não tinha tanta familiaridade com o mercado nem com a legislação, achei que seria mais seguro ir por essa via mais cara e minimizar a possibilidade de ser ludibriado. Recomendo vivamente. Então comecei a encetar contactos por telefone para marcar visitas a apartamentos.
E aí bateu-me.
Eu não conseguia perceber nada do que estes caralhos diziam ao telefone. NADA. "Ahka hrask apfiasdafsd duja sudn" diziam eles, e eu "sorry, I have a really bad connection, could you repeat that?" e eles lá repetiam mais calmamente "G'mornin, how can I help you today?". Muita vez disse eu que tinha pouca rede, a ver se eles abrandavam um bocadinho. E funciona! Top tip: se estiverem a tentar perceber o que eles dizem por telefone, queixem-se da ligação; o serviço móvel no UK é tão mau que eles vão na conversa.
Agora, eu sei falar inglês, ok? Naveguei perfeitamente bem as entrevistas, tenho dúzias de publicações em inglês "impecável", e trabalho em inglês há anos e anos. O problema é o seguinte: falar inglês enquanto se trabalha e escrever coisas em inglês são ambos experiências muito diferentes da de tentar falar com um nativo com sotaque, que assume maneirismos e expressões que não conhecemos, sobre locais que não conhecemos e dentro de um sistema (de arrendamento) que não conhecemos, tudo isto por telefone e sem poder ler nos lábios nem ler expressões corporais.
Com algum desenrascanço tipicamente português fui enchendo os dias de visitas a apartamentos na zona. Num dos dias aluguei um carro para ir ver apartamentos numa cidade vizinha (onde até acabei por ficar), algo que recomendo vivamente. Durante essas semanas vimos facilmente uns 25 apartamentos, talvez mais. As primeiras impressões foram:
(Um aparte acerca da alcatifa: se tiverem uma casa toda alcatifada comprem um robot aspirador de qualidade e aspirem todos os dias, até mais do que uma vez. A vossa qualidade de vida vai aumentar 1000 vezes.)
Escolhido o apartamento, fizemos uma oferta/candidatura. Oferecemos o valor que o senhorio pedia e, já tendo falado com muitos agentes, ofereci-me para pagar o contrato inteiro de 6 meses no dia da entrada. O que se seguiu foi um processo que, para mim, era completamente estrangeiro: o de "referencing" do potencial arrendatário. Pediram-me as moradas anteriores até 3 anos e os contactos dos senhorios, assim como a minha morada de família permanente e (muitos) dados pessoais. Essa informação foi usada para verificar que eu não era um impostor, e para verificar que tinha o hábito de pagar a renda. Ligaram para a minha antiga senhoria portuguesa, uma senhora de 82 anos, a perguntar se eu pagava a renda. Por mero acaso ela fala inglês (foi investigadora) e soube-lhes dar resposta, mas achei a atitude absolutamente desnecessária. Lembro-me de me sentir ofendido; "mas estes filhos da puta acham que pagar 6 meses à cabeça não chega?"
Seguiu-se um contrato de arrendamento para uma Assured Shorthold Tenancy [1], que é a modalidade "normal" de arrendamento para habitação por aqui. O agente imobiliário tratou de toda a papelada, mas eu tirei um dia para ler todo o contrato e verificar se batia certo com o que conhecia da lei daqui, o que recomendo vivamente. Atenção que a partir de meados de 2019 as taxas cobradas pelos agentes imobiliários passaram a ser limitadas por lei [2], por isso se vos pedirem alguma taxa administrativa mandem-nos sugar no pénis mais próximo. Na altura disseram-me que o normal, antes dessa mudança, seria o arrendatário pagar uma taxa de 700 libras à imobiliária pelo serviço. Era matá-los.
Assinado o contrato, ficou fixada uma data para entrada no apartamento. O valor a pagar é esperado nesta altura, no momento imediatamente precedente à entrega das chaves, o que significa que é preciso ter esse dinheiro disponível num cartão aceite pela imobiliária. Obviamente que é possível pagar por transferência, mas isso pode atrasar a data de entrada, e eu estava a pagar hotel por isso tinha interesse em me despachar.
Este processo foi, para mim, extremamente stressante. Até ao momento em que temos a chave na mão, o nível de incerteza é altíssimo: vou precisar de estender a estadia no hotel? Vou ter dinheiro que chegue caso o senhorio recuse o arrendamento? Será que vou ter que procurar noutra zona? Será que vou conseguir fazer isso enquanto trabalho? Para mim, encontrar a primeira casa foi facilmente a parte enervante da mudança. Agora já tenho uma posição muito mais sólida: conheço a zona, conheço o mercado, tenho um pé de meia e transporte próprio. O início custa muito mais.

Burocracias adicionais a tratar no início

Além da casa, que era a minha primeira preocupação, há um outro conjunto de coisas que têm que ser tratadas quanto antes:

Referências

[1] https://england.shelter.org.uk/housing_advice/private_renting/assured_shorthold_tenancies_with_private_landlords [2] https://www.gov.uk/government/collections/tenant-fees-act [3] https://www.gov.uk/council-tax [4] https://www.gov.uk/tax-codes [5] https://www.gov.uk/income-tax/how-you-pay-income-tax

Capítulos Anteriores

O próximo capítulo deve ser mais sobre habitação ou sobre compramanter carro e conduzir. Depende de qual o capítulo que acabar por ficar pronto mais cedo. Às tantas calha ser outro qualquer ¯\_(ツ)_/¯
Se este post gerar uma resposta tão forte como os outros, é possível que eu não consiga responder a todos os comments. Se for esse o caso, peço desculpa; vou dar o meu melhor.
No outro post alguém (um mod?) colocou o flair "Conteúdo Original". Não encontrei esse por isso pus "discussão".
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.
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2020.09.19 21:37 niallwhore Meu ex namorado estragou tudo e esse foi o maior favor que ele já me fez!

Segura que lá vem o textão com meu relato e uma mensagenzinha motivacional pra quem ta sofrendo por quem não te merece. :}
Esse ano eu conheci um rapaz por quem me apaixonei muito. A gente namorou por 5 meses e tivemos um relacionamento extremamente abusivo: ele me acusava constantemente de traição, não queria passar os finais de semana comigo, me agredia verbalmente, era obcecado com instagram e vivia brigando comigo por coisas fúteis relacionadas a redes sociais, não deixava eu ter amigos, não me avisava com antecedência quando ele ia sair pra visitar a amiga dele, sempre brigava comigo, ficava bravo quando eu comprava coisas pra mim, colocava palavras na minha boca, não confiava em mim nunca, ficou do lado do cara que me abusou psicologica e fisicamente - ao invés de acreditar em mim, ele ficava jogando essa história na minha cara como se eu tivesse culpa, além de tudo ele tinha CIÚMES do cara que me abusou. Enfim, comi o pão que o diabo amassou.
Foram 5 meses levando porrada, até que um dia ele desistiu de mim e terminou comigo. A justificativa dele era que eu ficaria melhor sem ele - ao invés de tentar trabalhar as coisas que estavam ruins, ele decidiu fugir. Ele terminou comigo umas 10 vezes enquanto a gente namorava e depois voltava atrás, mas essa última vez eu fui forte, peguei as palavras dele, aceitei o término e não voltei atrás.
Lidar com esse término tem sido extremamente difícil, porque eu ainda o amo demais, eu sinto falta dele todos os dias. Porém, desde que ele terminou comigo eu me apeguei aos meus amigos que se importam comigo, me reaproximei dessas pessoas e aprendi a ser um bom amigo novamente e estar ali pra eles.
Perder o direito de ter amigos quando eu namorei me fez valorizar muito mais as minhas amizades. É muito ruim e assustador não ter ninguém.
Estou passando por maus bocados, mas eu fico muito feliz de ver que não estou sozinho, sabe? De ter meus amigos e minha mãe me apoiando e me fazendo sentir como uma pessoa boa novamente (porque quando eu namorava ele fazia acusações tão graves sobre mim que saí me sentindo o pior monstro do mundo).
É bom demais desabafar com as pessoas próximas e não ouvir como resposta um “fica tranquilo que vai dar tudo certo” ou não me culparem por estar me sentindo mal e brigarem comigo igual meu ex fazia.
Eu estou podendo jogar videogame de novo, e não fico mais triste de passar os domingos sozinho, porque afinal eu estou solteiro, e ta tudo bem. Além de tudo, todo o espaço vazio que o fim do relacionamento deixou, eu estou usando para desenvolver projetos pessoais e profissionais, inclusive tenho uma amiga que ta me apoiando e me inspirando muito a explorar cada vez mais os meus potenciais.
Meu ex se arrependeu muito de ter terminado comigo e deixou claro várias vezes que faria de tudo pra me recuperar. Ele me disse que mudou, que se voltássemos a namorar tudo seria diferente, etc. Por mais atrativo que isso fosse, porque eu ainda o amava (e ainda o amo), eu fui forte e sempre tentava lembrar de tudo que eu fui forçado a deixar de lado porque ele mandou. Sem contar que o fato de ele ter me culpabilizado e me feito lembrar tantas vezes do abuso que sofri foi algo que eu não consegui perdoar.
Enfim, as semanas foram passando e depois de tantos surtos, indiretas injustas sobre mim que ele ficava postando nas redes sociais, entre outras coisas como o fato de ele ter ido brigar com uma amiga minha porque ela deu unfollow nele no instagram e de ele ter seguido um conhecido meu e dado block nele em sequência, as coisas foram acalmando um pouco. Ele parecia realmente estar mudando, e obvio que isso mexeu com meu coraçãozin de gado.
Embora não tivesse sido o bastante pra eu voltar pra ele, foi algo que me fez não querer afastar e tirar ele da minha vida. Eu deixei uma janelinha aberta pra ele entrar, caso se comportasse. E depois de vários dias que a gente estava se dando bem, eu decidi que iria acompanhar ele em um exame que ele ia fazer e ele falou que queria que eu fosse junto.
Eu fui acompanhá-lo e na hora de ir embora, ele disse que queria voltar pra mim e tal. Então eu conversei com ele durante horas com a maior honestidade sobre tudo que eu tava sentindo, e eu concluí a conversa dizendo a ele que se eu realmente sou o amor da vida dele e se ele realmente estivesse mudando, o tempo eventualmente iria mostrar e a gente iria acabar ficando juntos se fosse para ser. Ele disse que estava disposto a deixar o tempo mostrar que ele estava falando a verdade, então embora a gente não tenha decidido se afastar de vez nem voltar, a possibilidade tava ali no ar caso ele quisesse agarrar.
A conversa foi na quarta-feira. Quinta-feira eu segui no instagram um amigo de longa data com quem eu havia perdido contato. Em um plot twist bizarro, meu ex uma duas horas depois desse follow veio querer tirar satisfação comigo referente a este amigo que eu segui. Sendo que a gente tinha conversado sobre como esse tipo de comportamento dele era nocivo um dia antes.
Mano, eu fiquei puto com ele e me permiti surtar e falar o quanto que ele foi invasivo e o quanto essa situação foi fodida. Eu fiquei tão irritado com o que ele fez que não queria mais falar com ele. Ele me ligou algumas vezes durante a madrugada e mandou inúmeras mensagens implorando pelo perdão. Mas eu precisava ficar sozinho pra processar tudo aquilo.
É, galera, quando a gente ta apaixonado a gente é trouxa o bastante pra se decepcionar com a pessoa mesmo ela ja tendo vacilado com você inúmeras vezes antes.
Beleza né, no dia seguinte descubro que ele seguiu outro amigo meu com quem não tenho mais contato no instagram (e meu ex morria de ciúmes desse menino, porque nós já fomos muito próximos como amigos e tinha algumas fotos com ele no meu instagram). Além de ele ter dado follow no menino, eles trocaram vários likes em fotos. Eu vi aquilo e decidi que iria retirar meu ex das minhas redes sociais, eu chorei muito muito mesmo, mas beleza.
Menos de uma hora depois meu ex começou a me ligar de novo e implorar pra eu conversar com ele, porque ele não iria aguentar me perder e que precisava de mim. Eu primeiro tive que mandar uma foto minha chorando pra ver se ele acordava pra vida de que ele foi longe demais e depois fui bem grosseiro ao pedir para ele me deixar quieto. Ele disse que iria me deixar quieto, mas implorou pra eu não sumir de vez e encerrou com um “te amo, até”.
Depois dessa conversa fui conversar com esse meu amigo que ele seguiu no instagram, e o meu amigo disse que tinha conversado com meu ex pra tirar essa história a limpo (pra ver se ele ainda tava namorando comigo e tals) e meu amigo falou que meu ex disse que já tínhamos terminado e ele não queria mais ter nada a ver comigo. Além disso, meu ex falou sobre mim com deboche pra ele, como se o relacionamento tivesse dado errado e acabado por minha culpa.
Bom, gente, eu tinha tudo pra ficar arrasado com isso tudo, porque uns minutos antes o menino tava implorando por mim enquanto ele dava em cima de alguém que eu conheço e já fez parte da minha vida. Ele me acusou de traição durante 5 meses, e quem se provou um grande mentiroso e um traidor do mais baixo nível foi ele. Ontem eu finalmente entendi que ele tentava constantemente me diminuir e dizer que eu sou péssima pessoa, porque na verdade era ele quem fazia tudo isso e ele só estava projetando essas coisas em mim.
No final das contas, embora eu esteja muito triste, eu estou muito grato por ele ter estragado tudo e ter mostrado quem ele realmente é. Imaginem que merda se eu tivesse acreditado nele e voltado pra ele? Fico imaginando quantos chifres que eu levei durante esse relacionamento e fico muito feliz que todo esse abuso acabou.
Eu não estou contente, mas eu estou extremamente satisfeito que estou aprendendo a viver minha vida sem ele e me recuperando de um monte de merdas que aconteceram na minha vida (até antes mesmo de eu ter conhecido ele) ao lado dos amigos que se importam comigo e da minha família. Estou extremamente carente, mas eu nunca vou me submeter a voltar com alguém que me traiu dessa forma e ter esse conhecimento é tudo de bom, é libertador saber que quem mais apontou pra mim é a pessoa que mais fez as cagadas que falava que eu fazia.
Tudo isso pra eu dizer, meus amigos, que tudo bem sofrer por amor. Sua vida vale muito mais que um relacionamento abusivo ou alguém que te ilude. Se você ta malzão ou malzona porque seu amor te maltrata, te humilha, trai ou mente pra você, aprenda a se amar em primeiro lugar porque você tem potencial de fazer coisas incríveis! Onde há vida, há potencial.
Se você ta se sentindo sozinho se apegue aos seus amigos, se não tem amigos se apegue a sua família. Vai conhecer gente nova, às vezes perder uma pessoa nos faz sentir que estamos perdendo o nosso mundo, mas nós ainda teremos um universo inteiro para explorar.
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2020.09.18 14:34 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 0: Introdução]

Post anterior: https://www.reddit.com/portugal/comments/itrx1l/estou_a_pensar_escrever_uma_s%C3%A9rie_de_textos_sobre/
Olá amigos.
Perguntei-vos se estariam interessados numa série de posts acerca da minha experiência enquanto emigrante no UK. A resposta pareceu positiva, por isso vou começar a publicar o que vou escrevendo. Este primeiro post serve de introdução para ditar o mote dos restantes; aproveito para deixar aqui uma série de notas que depois escuso de repetir nos seguintes.

Que merda é esta?

Há-de ser um relato mais ou menos organizado da minha vivência como emigrante, escritos de forma predominantemente episódica. Cada capítulo pretenderá abordar um tema diferente que, na minha opinião, poderá afectar outras pessoas na mesma situação que eu. Basicamente, cada capítulo relatará grosso modo uma situação que me fez pensar "puta que pariu, porque é que não me disseram isto antes?"
Mais concretamente, quero:
Antes de começarmos, algumas coisas importantes de referir:

O que é que vem a seguir?

Este post é uma introdução muito básica ao "projecto" que estou a começar. Neste momento tenho esta introdução escrita, e mais alguns capítulos pensados e alinhavados. Para já, tenho alguns temas principais acerca dos quais gostaria de (ou comecei a) escrever:
Não os vou escrever por ordem, garantidamente. Sintam-se à vontade para sugerir tópicos, já acrescentei um ou outro de comments no outro post. Vou tentar manter os posts ligados uns com os outros com um índice ali no topo.

Quem és tu, e porque é que hei-de querer saber disto?

Por razão nenhuma. Lê este; se gostares, provavelmente vais gostar do resto. Se achaste que é só um gajo a dissertar sobre temas da vida, então acertaste na mouche. Se não gostas de gajos a dissertar sobre temas da vida, talvez não gostes disto.
Eu sou um gajo qualquer, suspeito que parecido com muitos vós: casa dos 30, carreira em tecnologia, mania que é esperto, emigrado recente. Acho que a minha experiência enquanto emigrante é deprimentemente mediana, e é aí que vejo o valor deste esforço. Entre decidir que queria vir e o dia de hoje, passei por uma série de situações que suspeito que muitos outros também atravessaram, e para as quais gostaria de ter tido aviso. Alguns exemplos de que me lembro de repente:
Eu também não sabia de nenhuma destas (e outras coisas), e às vezes saiu-me do bolso não saber disso.
A minha experiência provavelmente foge da média em alguns aspectos cruciais: não vivo nem trabalho numa cidade, vim já com um contrato de trabalho permanente assinado, e por aí fora. Escrever sobre alguns desses aspectos talvez passe a ser mais um exercício de memória pessoal que outra coisa, ou talvez as minhas peripécias pessoas ressoem com alguém, logo vemos.

Motivação

Um bocadinho do que está por trás das razões que me trouxeram para aqui:

Porquê NÃO emigrar?

Quando fui entrevistado para a posição em que estou agora, o entrevistador final (depois de umas 5 entrevistas para a mesma posição) perguntou-me: "estás nessa empresa há coisa de um ano, porque é que te queres mudar?". A minha resposta foi simples: não quero.
Em Portugal a vida tem uma leveza que não consigo encontrar em mais lado nenhum. Ganha-se pouco, é certo, e as oportunidades são muito limitadas, mas:
e por aí fora. A minha vida em Portugal era de uma tranquilidade incrível. O trabalho era especializado e pouco exigente, trabalhava com amigos de longa data na minha área de formação (que adoro). A minha rotina estava extremamente solidificada, vivia numa cidade que adoro (ah Coimbra!), conseguia-me facilmente sustentar, vivia numa casa boa numa zona boa. Visto de fora, tudo estava OK. A opção fácil teria sido deixar-me ficar; tinha facilmente emprego para a vida e poucas chatices.
Ainda assim...

Porquê emigrar?

Há uma certa insatisfação que vem com o saber que chegaste ao topo muito cedo, e que o topo não é tão alto como querias. Eu sou extremamente ambicioso, não do ponto de vista materialista e egoísta, mas mais numa eterna ânsia de ser melhor no que faço. Eu tive a espectacular sorte de escolher uma profissão pela qual me apaixonei, e de ter conseguido sempre trabalhar nela estes anos todos. O meu trabalho foi aparentemente tendo qualidade, e fui indo por aí acima. Um mestrado vira doutoramento, que vira bolsas, que vira escrita de projectos, que vira posições em empresas, que vira posições séniores.
No entanto, há um tecto máximo para o que se pode fazer em Portugal na minha área: o mercado é dominado por empresas muito pequeninas, altamente subsidiodependentes, e nas quais honestamente não vejo futuro. Eu não quero passar o resto da minha vida profissional a trabalhar num "one-man army", eternamente a desenvolver soluções que nunca vão vingar porque, convenhamos, há limites para o que uma equipa pequena consegue fazer. É extremamente descolhoante ver o nosso trabalho, que toda a gente diz que é muito bom, ficar perpetuamente atrás por falta de recursos, ou manpower, ou investimento, ou o que lhe quisermos chamar. Dei por mim a tornar-me uma pessoa frustrada, daquelas que vêm as notícias e dizem mal de tudo, mesmo do bom; pequenino e sempre zangado. Decidi procurar outras coisas.
Mudei-me para o UK com contrato assinado para uma multinacional gigantesca, bom salário, boa zona do país e, acima de tudo, projectos incríveis desenvolvidos por pessoas com as quais tenho aprendido muito. Estou novamente no caminho certo.
Eu não me mudei pelo clássico "ganhar mais". Obviamente que triplicar o salário de um dia para o outro é fixe, obviamente que é fixe comprar carros a pronto (mais sobre isso mais tarde), obviamente que ir às compras e nem olhar para a conta é bom; mas há mais que mova um gajo. O salário é um factor, mas é um factor.
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.
Edit: desculpem a formatação manhosa no início, esqueci-me do modo markdown.
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2020.09.18 01:12 woofer52 Como filtrar o conteúdo da internet: O tutorial definitivo.

Olá meus consagrados, como os senhores estão? Eu estou muito bem e gostaria de compartilhar o meu tutorial definitivo sobre como bloquear qualquer conteúdo que não seja do seu interesse. Bom, já havia criado alguns posts.
Vamos ao que interessa, meus amigos, começando pelo Reddit. Bom, quem é das antigas aqui sabe que antes dessa reformulação visual, a gente geralmente usava uma extensão, o Reddit Enhancment Suite (Res), dentre os recursos que essa maravilhosa extensão tinha, um deles era sobre como filtrar palavras-chave. Bom, como resolvemos isso então?
Primeiro, baixe a extensão Old Reddit Redirect, você pode simplesmente salvar como favorito o link, mas toda vez que você abrir um link externo o reddit com visual novo vai aparecer. Depois disso, você precisa baixar a extensão do RES, ir em opções e escolher as palavras-chave que gostaria de filtrar. A princípio ele não diferencia letras maísculas de minúsculas, então você pode por coisas que sabe que estarão relacionadas ao assunto e ele não lhe mostrará o post que tenha o conteúdo que não quer ver.
E fora do Reddit? como faz? Tenho a solução para os seus problemas, meu amigo! Conhece um site chamado Feedly? bom, se não conhece, agora talvez queira criar uma conta! O que ele faz é criar uma conta em que você administra as fontes, podendo até mesmo ser do Youtube(mais pra frente eu darei dicas dele também). Como eu gosto bastante de conteúdo sobre carros, eu assino o feed da Flatout. Também gosto bastante de coisas de engenharia e programação, mas aí você arruma seu feed conforme o seu gosto.
Agora vamos para qualisquer aplicativos da Google! Bom, é o mais fácil, pois o próprio Google sabe seus interesses, então em qualquer aplicativo da suíte deles, podendo ser o Youtube, o Notícias, Aqueles cartões que aparece no Chrome de celular ou no Google Now, todos eles tem a opção, se você clicar nas configurações, de não receber notícias sobre tal portal ou tal tema. Ao longo do tempo o Google se liga que não é a tua praia e simplesmente não manda mais. Como eu disse, vale pra Youtube também.
Bom, não possuo outras redes sociais mais sem ser o Reddit e o Whatsapp, mas se quer uma dica, você também consegue não ver o feed de uma pessoa e continuar seguindo, pode simplesmente deixar de seguir também.
Bom, e você me pergunta: Quais foram meus resultados? Então, amigos, posso dizer que faz mais de um mês que não vejo uma notícia sobre política no geral, seja ela do Brasil ou de outros lugares do mundo, então posso dizer para os senhores que sim, essa técnica funciona! Venha para o lado da paz da internet, os senhores estão mais do que devidamente convidados.
Mantenham-se fortes. Mantenham-se bem.
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2020.09.17 00:49 Sissigny eu ainda não acredito que isso aconteceu

oi gente. eu vim aqui falar sobre uma coisa que me aterrorizou muito, e no momento, não tenho com quem falar a respeito, mesmo namorando e tendo alguns amigos. a questão é que não é algo tão simples assim, e sinceramente, me sinto enojada só de pensar... tenho medo da reação do meu namorado e dos meus amigos, então achei melhor vir falar aqui, onde ninguém sabe quem sou nem conhece a pessoa envolvida na história. tô escrevendo esse parágrafo pra também servir como alerta de gatilho, então se você fica mal lendo alguma coisa relacionada a abuso sexual, por favor, não leia o meu post. se quiserem que eu apague posteriormente, só me avisar que apago o mais rápido possível.
na madrugada dessa segunda-feira, por volta das 01h30 da manhã, eu ouço uns barulhos na minha porta, como se algo suave estivesse roçando na madeira (pra servir de contexto, eu já estava deitada, as luzes do meu quarto estavam apagadas e a porta trancada na chave). tenho 4 gatos e um deles tem o costume de dormir na minha cama, então mesmo sabendo que ele ia me acordar mais tarde pra que eu pudesse abrir a porta pra ele, acabei me levantando. fui destrancar a porta e quando abri, em vez de ver o meu gato, vejo o meu pai dando meia volta e indo embora. eu levei o meu celular junto comigo e a lanterna estava ligada, e ele, sabendo que não tinha mais escapatória, falou pra mim: "desculpa filha, o pai se confundiu aqui..." e começou a fugir do assunto. ele falou mais algumas coisas, e eu só acenei com a cabeça e me tranquei de novo. (mais contexto: meu quarto fica em frente à varanda daqui de casa, que é conjugada ao quarto do meu pai. arquitetura bugada? sim, com certeza, mas espero que tenha dado pra entender)
meu pai tem seus 70 anos e já se mostrou com uma sanidade meio questionável, mas nada que servisse como desculpa por que ele tentou fazer... mesmo ele não tendo conseguido fazer nada comigo, eu me senti horrível. nem estava com tanto sono na hora, mas me forcei a dormir pra tentar esquecer o que tinha acontecido. eu simplesmente não conseguia acreditar que o meu próprio pai estava mexendo na minha porta daquela forma... gente... eu não sei nem o que dizer, nem o que pensar. eu não consigo nem chorar porque o choque ainda não passou, e eu só quero ficar longe, longe, longe dele.
pode ser que alguém pense que ele tenha realmente se confundido ou usou a porta como apoio pra andar (tendo em vista a idade dele), e eu venho aqui dizer que isso é impossível. vou listar aqui um dos motivos:
  1. eu já o peguei olhando pra mim de maneiras que um pai não deve olhar para a sua própria filha, SANGUE DO SEU SANGUE.
  2. não faz nem sentido ele se confundir, e eu vou demonstrar isso só pelo desenho que fiz da planta daqui de casa. reparem no degrau e em tudo... (https://imgur.com/a/ofsSvjF)
  3. uma tia paterna já contou que meu pai estuprou minha prima (filha desta tia) quando ela era pequena. além desse relato, tem o de uma antiga vizinha que dizia que meu pai a assediava fazendo comentários e mandando cartas com esse mesmo teor. eu não duvido de nenhuma delas.
contei tudo isso para minha mãe e ela já trocou de quartos com ele. (minha mãe está se planejando para pedir um divórcio, e ambos não dormem juntos há mais de 3 anos. ela ficava no cômodo que aparece como cinza na imagem que anexei). sinceramente, me sinto mais segura, mas mesmo assim... eu só queria ter uma família normal, saudável, com um pai de verdade, que me protegesse, e não esse monstro...
enfim, se você leu até aqui, muito obrigada. eu só precisava tirar isso do meu peito um pouco...
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2020.09.15 04:31 Humble_Author4284 melhor amigo?

Vai ser um pouco longo, so avisandokk
Bom, tudo começou em 2017 quando eu me mudei de cidade e escola, tudo novo. Mas logo no segundo dia ja consegui fazer amizades e taus com 2 meninas (vamos chama-las de mile e ana) e um menino (vamos chama-lo de gabriel). Eles eram super gente boa e me acolheram da melhor forma possivel.
Em 2018 esse nosso grupinho foi se afastando mais quando a mile saiu da escola e a ana começou a ficar mais com as outras amizades dela, mas isso não impedia da gente ainda se falar. Com tudo isso, naquela epoca eu e o gabriel nos aproximamos muito e faziamos tudo juntos, conversavamos sobre tudo, saiamos juntos, era muito foda ter aquela sensação te ter so eu e ele conversando sobre coisas que so eu e ele entendiamos.
Em 2019 a nossa amizade continuou a mesma, mas começamos a ficar mais junto porque a outra ana mudou de sala para ficar com as amigas dela. A gente tava super de boa com isso e taus, mas a gente começou a se afastar um pouco dela, mas nada impedia a gente de dar um oi pelos corredores.
Em março de 2019 eu tive que voltar para a cidade que eu tinha vindo antes de ir para essa, e obviamente eu fiquei muito abalado pq de tanto eu e o gabriel ficarmos juntos, a gente não se preocupou tanto em expandir o nosso circulo social.
(alguns fatos sobre ele que eu esqueci de citar: ele nunca foi muito de sair de casa e nós íamos call todos os dias depois da escola. Não sei se isso vai fazer alguma diferença no futuro da historia mas fizer ta ai)
Continuando.
Obviamente foi otimo voltar pra minha cidade onde eu ja conhecia muitas pessoas que eu tinha crescido junto, e eu ainda ia estudar na mesma escola que eu tinha estudado no passado, então todos os meus antigos amigos estavam la. Mas como o tempo é foda, tudo muda ne. Algumas pessoas não foram mais as mesmas comigo, algumas foram, mas isso é normal.
Desde o começo quando eu voltei eu me sentia meio deslocado naquele ambiente pois algumas pessoas tinhas novas amizades, e eu sou muito timido pra chegar em alguem e falar um oi (tanto que eu demorei 1 semana pra começar a falar com alguem la e ainda era alguem que eu ja conhecia). Mas sempre que eu chegava da escola eu sempre conversava com o gabriel e desabafavamos sobre como as nossas vidas são solitarias e tristes (draminhas).
A nossa relação continuou assim por um tempo, ate que como o de costume a gente foi se afastando um pouco, mas eu sempre tentava mandar um oi e começar uma conversa (ponto importante que eu sempre que mandava o primeiro oi. ele literalmente só meu mandou 1 mensagem pra conversar pq ele tava entediado)
No começo eu obviamente estranhei pq segundo ele eu era o unico amigo dele (pq ele disse que todas as pessoas que falavam com a gente na epoca não falavam mais com ele). Então na minha mente eu imaginava que eu precisava sempre mandar mensagem pq ele dizia que ngm falava com ele (e eu tbm n).
Com o tempo ele começou a não me responder mais e eu ficava sempre muito incomodado com isso, mas sempre que ele respondia mesmo que só um pouco eu ja me satisfazia e "perdoava" ele (as famosas migalhas).
Eu fui me acostumando com isso por um tempo, até que a quarentena começou e literalmente eu só conversava com 2 pessoas (ele e uma outra amiga de outro estado que não vem ao caso na historia). Ou seja, pra eu manter a minha mente sociavel com alguem eu tinha que depender dele que não me respondia só raramente, e dela que é muito ocupada.
Tinham umas epocas que era quase previsto, quando a gente começava a conversar e talvez ir uma call, a gente ficava nesse fluxo por uma semana mais ou menos, e depois disso eu ja sabia que ele ia ficar um bom tempo sem falar comigo de novo.
Eu sei que você pode estar pensando por exemplo que ele quer espaço essas coisa, e eu sei disso, todo mundo precisa eu respeito, tanto que quando eu sei que ele vai passar esse tempo sem falar eu nem tento mandar. Mas recentemente a gente marcou de ver a minha serie favorita, e na hora que ele aceitou ver eu fiquei na maior euforia do mundo, pq 1- eu consegui convencer ele a falar comigo por um tempo; e 2- alguem no mundo tbm ia conhecer essa serie pq quase ninguem no brasil conhece; e 3- que ele tinha realmente gostado da serie quando eu mandei o trailer; mas voltando.
A gente tinha marcado pro dia seguinte assistir, mas não marcamos a hora, então quando chegou o dia eu perguntei pra ele quando eu poderia ligar pra ele e a gente começar a assistir, mas ai se passaram 1, 2, 5 horas e ele não respondeu, eu pensei q sla, ele tava ocupado ou não poderia ver a mensagem, mas no dia seguinte que eu fui ver, ele tinha visualizado e não tinha falado nada. Eu sei, eu juro que é sla, ele pode não poder assistir naquela hora, ou ate não quisesse mesmo, mas custava pelo menos ele responder "não vai dar"?
Eu tinha aceitado ele não falar comigo por um tempo essas coisas, mas eu realmente tinha ficado muito animado na noite anterior (muito mesmo), e ele só ignorou a mensagem.
As vezes eu penso que ele não precisa mais de mim ou coisa do tipo pq ele me disse que comçou a falar todos os dias com um ex amigo nosso e q ele tava gostando dele, eu ovbiamente fiquei feliz por ele (ate pq os antigos relacionamentos dele não foram uns dos melhores, e aparentemente esse cara tbm tava gostando dele ent eu tava de boa), mas eu só me pego imaginando que agr que ele tem ele ele não precisa mais de mim e taus (pq quando ele me disse que tava gostando dele e que ele tava conversando munto com ele por um tempo foi quando ele comçou a realmente se afastar). Eu não sei.
Eu sei se você conseguem me entender, até eu mesmo to me achando meio deplorável lendo isso, mas eu só queria saber se eu que to enchendo o saco ou as minhas paranoias estão certas.
(Mesmo que doa, se for o caso, me digam se eu to errado, pq eu não consigo me auto julgar sem pensar que é coisa da minha cabeça)
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2020.09.15 02:44 josianemoreira Israel e seus Inimigos

Tudo começou na época de Abraão, quando ele e Sara tiveram seu filho Isaque, o filho da promessa, que deu origem ao povo judeu pp.dito. Porém, antes Abraão havia tido um filho com sua escrava Hagar, Ismael, que casando-se com uma egípcia deu origem a doze príncipes que povoaram aquela região. Descendentes de Abraão, Ló e o filho rebelde de Isaque, Esaú, se misturam com os ismaelitas, dando origem aos povos vizinhos (adonitas, amonitas, amalequitas, moabitas, hagarenos, ismaelitas) que juntaram-se aos filisteus, cananeus e outros povos com um único objetivo: – destruir a linhagem da promessa, Israel. Depois vieram os babilônios, os persas, os gregos, os romanos, os turcos, os árabes, e mesmo vários segmentos do cristianismo, como ocorrido na época dos cruzados, a inquisição, os pogroms, o holocausto, as intifadas e agora os terroristas do Hamás, Hisbolah, Isis, e outras facções do Islam, sempre com o mesmo objetivo, a aniquilação de Israel.
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Se o judeu é o povo da Bíblia, então o maior legado de Israel para a humanidade é seu livro divino e inspirado por D´us. O que diz então este livro sobre esta hereditária perseguição e desejo de aniquilar Israel, varrendo-o do mapa?
Foi então que me concentrei nas passagens bíblicas que pudessem trazer luz ou pelo menos uma explicação razoável no sentido de entender a importância de Israel para as nações através do tempo e do plano divino. Portanto, não há como entender a inimizade dos países vizinhos e mesmo a maioria das nações que se posiciona contra Israel sem levarmos em consideração os aspectos espirituais deste conflito milenar.
Meu amigo, apresento a seguir, um contexto bíblico-espiritual na tentativa de explicar o porquê deste conflito. Evidentemente, mesmo os que não crêem na Bíblia poderão conhecer um pouco da história.
Antes de começar, eu gostaria de apresentar neste momento a minha conclusão final: A razão de toda guerra e conflito com Israel está relacionado ao Tikkun Olam (A redenção universal) que virá em breve sobre o planeta Terra e sobre todo o universo. Israel foi comissionado divinamente como nação coorporativa para esta nobre missão. Entretanto, esta missão não o coloca melhor do que nenhuma outra nação, mas faz recair sobre ele uma grande responsabilidade pela qual Israel tem pago um altíssimo preço ao longo de sua existência. A grande verdade é que as forças opositoras do mal ou das trevas, que tanto a Bíblia menciona, sabem que pouco tempo lhes resta para agir (Ap 12:12).
Israel como povo muitas vezes tem se esquecido, ao longo de sua própria história, dessa nobre missão, desse chamado divino e irrevogável. Mas, se recorrermos ao Tanhuma Kdoshim, 10 (um antigo Midrash), escrito antes do Tamuld da Babilônia, veremos que os rabinos da época já entendiam a importância de Israel no contexto universal. Ou seja, Israel é o centro da terra na perspectiva messiânica. Assim, o centro do mundo seria Israel, do mesmo modo que o centro de Israel seria Jerusalém. O centro de Jerusalém seria o Templo; o centro do Templo seria o Aron Hakodesh (a Arca) e o Centro da Arca seria a Torá.
Representação do Midrash Tanhuna Kdoshim: A Palavra do Eterno como centro do universo

Mas, o que é a Torá? No profundo sentido espiritual seria a Palavra de D´us, Sua “davar”ou “logos”. Para mim, a Torá é o Verbo que se fez carne e habitou entre nós, segundo João (1:14), apóstolo e seguidor de Yeshua, o Messias, em sua primeira vinda. Na sua primeira vinda, Yeshua veio para trazer as Boas Novas de redenção para a humanidade; veio como profeta, como Filho do homem (Ben Adam), como gostava de ser chamado. Mas, em sua segunda vinda, virá como Rei (Ben David) e Sacerdote para implantar o Seu Reino Messiânico de Justiça, Paz e Alegria (Rm 14:17), reinando sobre as nações de Jerusalém, exatamente do Templo de Salomão que será reconstruído no Monte Moriá, segundo o profeta Ezequiel.
O profeta Ezequiel, em exílio na Babilônia no ano 598, A.C, entendeu claramente o porquê de Israel estar em exílio por 70 anos. Israel vivia como as demais nações na tríade da idolatria, adultério e apostasia. Ezequiel vê Israel saindo dos propósitos divinos e em luta constante com seus vizinhos. Depois, num outro tempo, Ezequiel vê as nações da terra marchando contra Israel. Sobre isto, gostaria, para efeitos didáticos, fazer uma “midrash” de vários textos bíblicos, resumindo no seguinte:
Os três tipos de inimigos de Israel em três tempos:
I. Primeiro Tempo – Os vizinhos inimigos de Israel.
Os capítulos 25 a 32 de Ezequiel mencionam os vizinhos de Israel como seus inimigos. Todos tem em comum um único propósito: destruir Israel! Quem são eles?
Amon, Moabe, Edom, Filístia, Tiro, Sidon e Egito. Asafe, salmista contemporâneo do Rei David, escreveu no Salmo 83 que os vizinhos inimigos de Israel são: Edom (descendentes de Esaú), Ismaelitas (descendentes de Ismael), Moabe (descendentes de Ló com sua filha mais velha), Hagarenos descendentes de Hagar), Gebal (fenícios e parte do Líbano), Amom (filhos de Ló com a filha mais nova), Amaleque (descendentes de Esaú), Filisteus (habitavam em Jope e Gaza), Tiro e Assíria (parte da Síria e Iraque). No Salmo 83, é dito que esses povos formaram uma liga, um conselho (federação) com um único objetivo: Riscar Israel do Mapa! (Vinde, e apaguemo-los para que não sejam nação, nem seja lembrado mais o nome de Israel – verso 4). Ou seja, podemos fazer uma correlação entre os textos de Ezequiel (25-32) com o Salmo 83 e chegar à conclusão que todos esses povos foram inimigos ferrenhos de Israel e tentaram destruí-lo, impedindo que o povo hebreu conquistasse e tomasse posse da Terra prometida a Abraão, a terra de Canaã. Interessante notar que nenhum desses povos prevaleceu na terra. Todos esses povos possuem vestígios no atual povo árabe, hoje os vizinhos de Israel. E o mais interessante é que o mesmo espírito e desejo de destruir Israel continua vivo. Portanto, Israel deverá estar atento sempre aos seus novos “antigos” vizinhos.
Resumindo:
a) Esses antigos vizinhos foram e serão ainda derrotados no futuro segundo o salmista. Isto nos mostra que existirão países vizinhos de Israel que tentarão alcançar seus antigos objetivos: Apagar Israel do Mapa. Podemos então dizer que esses vizinhos tentarão impedir a existência de Israel, isto é, do povo e da terra de Israel ainda nos dias de hoje.
b) Motivo espiritual: impedir que as profecias messiânicas se cumpram quanto à terra de Israel e seu povo para a chegada do Messias e de seu Reino universal (Tikkun Olam).
II) Segundo Tempo – A coligação das nações, inimigos de Israel.
Representada em Apocalipse como a Grande Babilônia (Ap 17 a 20) constituída por dez reis ou nações ou coligações das nações, onde aparecem figuras como o Dragão (satanás), a Besta e o Falso Profeta (Ap19). A tríade do espírito da Babilônia é a idolatria, a prostituição e a apostasia. Podemos dizer que idolatria é tudo aquilo que afasta o homem do verdadeiro D´us; a prostituição é tudo aquilo que corrompe relacionamentos e valores morais, e apostasia é a conseqüência natural de afastar o homem do Seu Criador, da fé, das bênçãos e promessas. Hoje, vemos claramente que as nações estão se alinhando para a formação desta liga babilônica, onde Israel é o centro dessa oposição. É interessante notar que a Europa tem sido invadida por mulçumanos oriundos dos países árabes e da África, principalmente. Nota-se também que os países europeus tornam-se cada vez mais antagonistas ao Estado judeu. Facções da ideologia nazista tem crescido no mundo todo, bem como o antissemitismo. O espírito do mal que nos tempos bíblicos tentava impedir Israel de se estabelecer e existir, aparece ao longo da história na destruição do primeiro Templo por Nabucodonosor, do segundo Templo por Tito de Roma, seguido depois pelos Cruzados, Inquisição, Pogroms, Holocausto, intifadas, e no momento, a coligação de terroristas islâmicos.
Objetivo final: Tentar impedir a vinda (retorno) do Messias e de Seu Reino Milenar, o Tikkun Olam. Pois segundo as profecias, o Messias Yeshua volta para Israel, não para outro país. Porém, essa “babilônia” será destruída na batalha no Vale do Armagedon, ou Megido, ou Vale de Jesreel, o vale do juízo, onde o Messias adentrará com seus eleitos e vitoriosos, destruindo a besta e o falso profeta, lançando-os no abismo, no lago de fogo e enxofre. O Dragão, satanás, será preso por mil anos (Ap19:20 e 20:2). Quase todos os profetas bíblicos desde Isaías até Malaquias fizeram menção quanto ao “Iom há Din” o grande e temível dia do Senhor, o dia do juízo das nações.
III) Terceiro Tempo – Coligação das nações com Gogue e Magogue contra Israel no final da era milenar
Mesmo após o Reino de D´us ser implantado nesta terra pelo Messias Yeshua (para aqueles que Nele crêem), aparecerão no final da era milenar povos e nações que se rebelarão contra todo o propósito deste Reino messiânico. Inacreditável, mas isto acontecerá segundo as profecias. O profeta Zacarias (Zc 14:16) menciona que neste período de 1000 anos de paz na terra, as nações subirão de ano a ano a Jerusalém para adorarem o grande Rei Messias e para celebrarem a festa de Sucot (Tabernáculos), mostrando a paz no mundo e a alegria por termos um Rei soberano sobre todas as nações. Nesta época haverá três tipos de pessoas vivendo na terra. O primeiro será constituído por aqueles crentes em Yeshua que morreram no Messias, mas que ressuscitaram por ocasião que antecedeu a Sua vinda, no arrebatamento da Igreja, judeus e gentios juntos no Messias (I Te 4:13:16). O segundo tipo foram aqueles crentes que não passaram pela morte, mas também tiveram seus corpos glorificados na vinda de Yeshua (ITe13:15) e o terceiro tipo serão pessoas que nascerão durante a era milenar. Eles levarão uma vida normal no período milenar, mas no final do milênio satanás será solto e levará grande parte desses a uma rebelião contra D´us e o Messias. Porém, serão destruídos pelo fogo que cairá dos céus (Ap20:7-10). Quem serão esses povos que se rebelarão contra D´us no Reino milenar de Yeshua? Ezequiel, nos capítulos 38 e 39, e também Ap 20:8, mencionam Gogue, chefe de Meseque e Tubal, Pérsia, Cuche, Pute, Gomer e Togarma. Quem são esses povos?
Gogue representa uma entidade de satanás. Meseque (filho de Jafé, deu origem aos europeus); Tubal (assírios); Persa (Irã); Cuxe (descendentes de Cão, os Líbios, p. ex.); Gomer (descendentes do filho mais velho de Jafé, os Cimérios, arianos que vieram da Ucrânia e Rússia) e finalmente Togarma (povo de Carmequis, Turquia). Muito interessante analisar que esses povos serão os arqui-inimigos de Israel e do reino messiânico.
Objetivo final: no final do milênio, segundo a Bíblia, haverá o juízo final e a ressurreição de todos aqueles que não passaram pela primeira ressurreição (dos salvos em Yeshua). Portanto, o objetivo de Gogue e Magogue com suas nações coligadas será impedir o Juízo final, por isso, tentarão pela última vez destruir a sede do Reino Milenar, Jerusalém – Israel. Em outras palavras, satanás tentará anular o juízo final e a condenação que virá para seus seguidores (Ap 20:7-15).
Indicação das nações da coligação “Gogue” e “Magogue”
PORÉM, HÁ UM GRANDE MISTÉRIO QUE NÃO PODEMOS ENTENDER, não nos sendo revelado: – Como sendo o D´us de Abraão, Isaque e Jacó, o D´us de Israel, um Deus definido pela Bíblia como AMOR , pode ser chamado pela própria Bíblia de D´us dos Exércitos de Israel (ICr 11:9;ICr17:24; I Sm17:45) ou o D´us das batalhas (Sl24:8; ISm25:28) ou o D´us que adestra as mãos de Israel para a guerra (Sl144:1)?
Lembremo-nos que D´us não muda (Ml 3:6). Ele é o mesmo D´us de ontem, de hoje e de sempre. Portanto, concluímos que Ele continua sendo o D´us dos Exércitos de Israel nos dias de hoje.
Eu não posso entender como um D´us definido como amor, paz, justiça, alegria e tantos outros atributos, pode se posicionar ainda hoje como o D´us dos Exércitos de Israel! Isto é difícil de entender, mas é verdade.
Poucos conseguem ver que D´us trabalha em tempos e propósitos consecutivos: Adão perde pelo livre arbítrio o Reino terreno sob o comando celestial e toda a humanidade tem sofrido grandemente as consequências deste pecado da separação: guerras, fome, miséria, corrupção, perda dos valores morais, deterioração da família, etc. Portanto, D´us dá inicio ao processo de Redenção, escolhendo primeiro um povo e uma terra para se manifestar, mostrando seu propósito, dando a este povo a Sua Torá. Este povo precisaria de aprendizado, de disciplina e de temor a D’us. Assim, D´us o coloca por 430 anos para ser escravo no Egito. Depois, D´us através de Moisés o leva para a terra de Canaã, a terra prometida para que jamais deixassem aquele local. Logo a seguir, D´us levanta seus profetas que preconizam e ensinam sobre a era messiânica e o papel de Israel, em específico, da Tribo de Judá, da qual sairia o Messias em sua primeira vinda. Um grande feito divino que marcou o mundo antes e depois dele foi a redenção individual do Messias há dois mil anos, permitindo às nações, através do Mashiach, usufruir das alianças, das promessas e das bênçãos de Israel. O muro de separação foi quebrado entre Israel e as nações. D´us queria que Seu Reino começasse em cada coração, ainda no interior, na alma, tanto para os judeus como para os gentios que crêem em Seu Filho, o Mashiach!(Ef 2:11-22).
Dois mil anos se passaram. D´us permite que Israel subsistisse entre os povos, ajuntando-os dos cantos da terra e levando-os para a terra de seus pais. Israel floresce como povo e nação, preparando-se para o grande dia em que seus olhos serão abertos e receberão o messias Yeshua como Seu Rei (Rm11:26). Este tempo se aproxima e aqui faremos um parêntese, uma pausa, para que as profecias messiânicas continuem a se cumprir em Israel e no mundo.
Se realmente cremos que Ele é amor, então, só entenderemos no final e no tempo messiânico o porquê de todo este conflito com Israel através da história humana. Lá saberemos e comprovaremos que realmente a humanidade receberá o melhor Dele, o Seu amor! Ele só ama Israel porque ama todas as nações. Ele quer o melhor para as nações e, por isso, escolheu Israel e seu povo para ser a luz para as nações (Isaias 42:6) através Daquele (O Mashiach) que vêm Dele para reinar sobre toda a terra, estabelecendo o Seu shalom, a Paz!
Yeshua, em sua primeira vinda, falou muito deste Reino de D´us que começa primeiro em nosso coração. Mas em breve ele será real! A terra viverá em paz, Israel florescerá e dará frutos ao mundo. As nações da terra subirão a Jerusalém para adorar o grande Rei. O próprio Yeshua, quando se despediu de seus discípulos num Seder de Pesach (Ceia de Páscoa), disse que desde aquele momento não beberia mais do fruto da videira (vinho, kidush de Pesach) até aquele dia em que conosco beberá de novo, no Reino do Pai (Mt 26:29). Ele mesmo declarou à Jerusalém: “Declaro-vos, pois, que, desde agora, já não me vereis, até que venhais a dizer: “Baruch há Ba BeShem Adonai” – Bendito o que vem em nome do Senhor! (Mt 23:39)
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2020.09.15 01:46 211100mmm para aqueles que se criticam muito e precisam de um pouco de paz...espero que possa te ajudar pelo menos 1%

Como lutar contra seu crítico interno

Quase todos nós temos um personagem dentro de nossas mentes que podemos chamar de crítico interno. Ele tende a fazer suas visitas tarde da noite, espera até que estejamos muito cansados ​​ou fisicamente esgotados - e então começa a sussurrar coisas cruéis e terríveis para nós a fim de destruir todas as possibilidades de paz, autoconfiança e autoconfiança compaixão. Está basicamente convencido de que não deveríamos realmente existir - e é extremamente sutil e inventivo em nos dizer o porquê. É, in extremis, o crítico interno que diz às pessoas para irem e se matarem.
Muitas vezes, em face de mais um ataque do crítico interno, nossas mentes congelam: simplesmente não sabemos como responder. Estamos em um túnel sozinhos com o crítico e esquecemos que pode haver qualquer outra perspectiva a ser aplicada em nossa situação. Deixamo-nos ser atacados por acusações impiedosas - e afundamos na autoflagelação e no desespero.

Devemos - quando nossas mentes ficarem claras - preparar uma ou duas coisas que possamos dizer ao crítico quando ele vier chamar, com a adaga ou serra elétrica na mão. Aqui estão algumas sugestões:
Crítico interno: Você é um perdedor total.
Nunca há uma história de vida; a diferença entre esperança e desespero está em uma maneira diferente de contar histórias contrastantes a partir do mesmo conjunto de fatos. Claro que você pode interpretar tudo como uma tragédia; claro que há material suficiente para um suicídio. Mas vamos tentar outro caminho. Esta é outra maneira de contar a história de sua vida: 'Contra todas as probabilidades, você tentou viver decentemente; você cometeu alguns erros graves, como todos os humanos farão, e pagou um preço muito alto por eles. De muitas maneiras, você sofreu muito mais do que merecia. Você passou pelo inferno. Mesmo assim, você tentou ser bom e amou algumas pessoas de maneira adequada e tentou continuar. ' Em sua lápide, pode dizer: 'Tentei muito.' Ou 'Apesar de tudo, o coração estava no lugar certo'. E essa seria uma história igualmente válida e muito mais gentil.
Você é nojento; você não merece compaixão
A essa altura, podemos nos perguntar de onde vem esse crítico interno. Só há uma resposta: um crítico interno sempre foi um crítico externo que foi internalizado. Você está falando consigo mesmo como outra pessoa uma vez falou com você - ou uma vez o fez sentir. Afaste-se desse lunático cruel e louco - e questione o que eles estão fazendo em sua mente. É realmente uma maneira de falar com alguém? Você fica feliz em reconhecer suas falhas, todas elas, cada uma delas; você está feliz em pedir desculpas e expiar e fazer grandes reparações e aceitar o que você tem vindo para você, mas isso? Alguém merece isso ? Este crítico só quer que você morra - e eles não têm o direito de andar desimpedidos, com a marreta na mão, nas salas de sua mente.
Todo mundo sabe como viver longe de você.
Outra sugestão caracteristicamente angustiante. Mas não sabemos. Só conhecemos as pessoas de fora, pelo que decidem nos dizer e, naturalmente, escondem todas as partes ruins que conhecemos em nós. Quase certamente, outros estão ficando loucos, outros estão devastados pela culpa e pelo medo. Naturalmente, algumas pessoas parecem ter vidas perfeitas - mas isso só porque você não as conhece bem o suficiente. Ninguém é normal ou muito feliz de perto. A vida é uma luta para todos. Pare de comparar o que você sabe sobre o seu eu profundo com os painéis publicitários que outras pessoas colocam sobre suas vidas.
Você cometeu erros imperdoáveis
Aquele de novo. Não adianta negar. A melhor defesa é a retirada: claro! Claro que você cometeu alguns erros terríveis e até catastróficos! Claro que você foi um idiota! Mas você pode tirar um momento para lembrar sua infância, para convocar o que você passou, o pano de fundo de onde você veio. Que chance você tinha de ser, pelo menos parcialmente são? É incrível que você consiga se levantar e dizer seu próprio nome. Não fazemos pessoas perfeitas por aqui. Esta é uma clínica para deficientes. Pare de se torturar com a ideia de que algum dia você poderia ter sido perfeito; fique surpreso por você existir.
Nunca vai ficar melhor.
A verdade é: você não sabe. Ninguém conhece o futuro. As coisas mais estranhas e terríveis aconteceram de repente; e as coisas mais estranhas e adoráveis ​​também podem acontecer de repente. O desespero presume que você conhece o resto da história. Continue.
O desastre está a caminho; uma catástrofe está chegando.
O crítico interno adora estimular o terror; ele insiste que algo terrível está para acontecer. Você deve derrotar este crítico sádico em seu próprio jogo. Pare de esperar que as coisas sejam divertidas e depois se permita ter medo de desastres. Antecipe o ataque. Sim, pode haver problemas, mas no final, e daí. Eles podem ser tratados. A vida pode continuar mesmo a um ritmo muito reduzido. As pessoas conseguiram continuar com apenas uma perna, ou no exílio, ou com um amigo ou uma ninharia. Isso pode ser tratado.
Ninguém te ama ou poderia te amar.
Esse parece especialmente tentador, principalmente por volta das três da manhã. Mas isso não pode ser verdade. Você sofreu, é honesto e pode ser gentil. Isso é o suficiente para alguém ficar com você. A maioria dos humanos ama vencedores, mas você não precisa da "maioria" dos humanos. Concentre-se no subconjunto pequeno com corações muito grandes. Seja honesto com eles sobre sua dor; eles encontrarão o caminho até você.
Voce é tão feio
Sim, possivelmente, mas muitas pessoas também são e quando você as ama, você começa a ver sua alma e a amar seu caráter nelas. Provavelmente, há muito tempo você não pensa na aparência da maioria das pessoas que ama profundamente.
Onde você vai estar daqui a cinco anos?
Nesse ponto, quem se importa? Corte a vida em incrementos muito menores. Veja se consegue chegar à próxima refeição e a um bom banho, e isso já seria uma conquista suficiente. Reduza a ambição como uma pré-condição para a sobrevivência. Considere como um triunfo se nada de absolutamente terrível acontecer na próxima hora. Comemore os próximos dez minutos pacíficos.
Você quer morrer, não é - e provavelmente deveria.
Absolutamente não. Você só está achando difícil viver, mas quer viver muito. Você quer encontrar uma maneira de ser um ser humano decente e continuar. E você vai.
Nesse ponto, o crítico interno pode sair furioso por ter sido resistido e por algumas horas nos deixar em paz. Nesse ínterim, devemos lembrar como era ter cinco anos e ser cuidado com ternura por alguém que acariciava nossos cabelos e tinha um apelido gentil para nós. As coisas ficaram mais difíceis para nós desde então, mas o que merecemos não mudou: todos nós ainda somos crianças pequenas, dignas de perdão e precisando de muita folga. Estamos nos arrastando e tentando fazer o nosso melhor nas circunstâncias.
-SchoolOfLife
para mais textos assim:
https://www.theschooloflife.
espero que tenha gostado, boa sorte!!!e relaxe!!
Paz.
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2020.09.14 04:58 altovaliriano Stannis Baratheon (Parte 8)

No mesmo dia em que a notícia da morte de Joffrey chega a Pedra do Dragão, Davos tira Edric Storm da ilha. Ao saber da notícia, Stannis fica abalado com a traição de sua Mão. Ele havia mantido Davos nas celas por ter ameaçado a vida de Melisandre. Naquela ocasião, a mulher vermelha vira nas chamas a ameça e lhe contou. Agora, porém, ela nem mesmo previu. Davos o traiu por debaixo do nariz até mesmo de R’hllor.
O Rei se sente cansado da sucessão de Mãos traidoras. Alester Florent quase fez um acordo de rendição com os Lannister e entregou Shireen para se casar com o abominável bastardo Tommen. O cavaleiro das cebolas o privou da única ferramenta que poderia encerrar a guerra, unir o reino e trazer dragões de volta a vida. Stannis sabe que a pena para traição é a morte, por isso mesmo ele desembainha luminífera para oferecer a Davos um pouco mais da mesma justiça que o fez perder seus dedos.
Ajoelhado, Davos então pede para ler algo, que nem Stannis ou Melisandre sabem ser a carta de meistre Aemon pedindo ajuda. Stannis concede, com os músculos do pescoço projetando-se “como cordões” de tanta raiva. O resto dos acontecimentos, não ficamos sabendo. Dez capítulos depois, Stannis está na Muralha e presumimos que as tensões em Pedra do Dragão acabaram e todo mundo se perdoou.
Mas, obviamente, não foi isso que aconteceu. A viagem de Stannis é cercada de nuances inusitadas e inescrutáveis.
Como Davos convenceu Stannis a ajudar a Patrulha?
Para muitos esta pergunta deve parecer um pouco ridícula. Parece óbvio que Stannis, após ter tido a visão com “um anel de archotes, [...] um monte alto qualquer numa floresta [...] homens de negro atrás dos archotes, e [...] silhuetas em movimento através da neve”, ele entenderia que estava olhando para a Patrulha da Noite, certo?
Talvez, mas é necessário entender que a luta de Azor Ahai não era contra os selvagens, mas sim contra um inimigo feito de escuridão, frio e morte. A visão que Stannis teve foi a de um monte alto em uma floresta e silhuetas na neve, o que de forma nenhuma coincide com o terreno de Castelo Negro.
Por outro lado, vejam que até mesmo uma pessoa com inclinações humanitárias como Davos não vê qualquer vantagem para Stannis em socorrer a Patrulha quando lê a carta pela primeira vez:
Onde está o mal em um rei selvagem qualquer conquistar o Norte? Afinal, Stannis sequer controlava o Norte. Sua Graça dificilmente podia ser acusada de não proteger pessoas que se recusavam a reconhecê-lo como rei.
(ASOS, Davos V)
Davos obviamente não faz este cálculo usando a moral como bússola. Ele provavelmente faz um cálculo político, como Mão do Rei, como alguém que conhece a cabeça de seu próprio Rei. Afinal, Stannis não tinha homens para oferecer uma ajuda real à Patrulha. Nas condições que Stannis estava, para dar uma ajuda real ele teria que ir enviar praticamente toda sua força.
Sou a Mão do Rei, certo. Stannis podia ser o Rei de Westeros no nome, mas na realidade era o Rei da Mesa Pintada. Controlava Pedra do Dragão e Ponta Tempestade e tinha uma aliança cada vez mais incômoda com Salladhor Saan, mas era só. Como podia a Patrulha ter voltado os olhos para ele em busca de ajuda? Podem não saber como ele é fraco, como a sua causa está perdida.
(ASOS, Davos V)
Sabe o que é interessante sobre isto? Quem foi que deu uma resposta igual a essa ao pedido de ajuda feito pela Patrulha? Tywin Lannister.
Tyrion lembrou-se de sua visita à Muralha [...].
[...] A Patrulha está com uma grave falta de efetivos. Se a Muralha cair...
... os selvagens inundarão o Norte – concluiu o pai – e os Stark e os Greyjoy terão outro inimigo para combater. Se, como parece, já não desejam ser súditos do Trono de Ferro, com que direito olham para ele em busca de ajuda? Tanto o Rei Robb como o Rei Balon reivindicamo Norte. Que eles o defendam, se conseguirem. E, se não conseguirem, esse Mance Rayder até pode se revelar um aliado útil.
(ASOS, Tyrion III)
Stannis divide alguns traços de personalidade com Tywin, especialmente no tocante a fachada de durões. Ambos são comandantes de guerra experientes, que preferem comandar da retaguarda, bons estrategistas e têm visões pragmáticas da política. Ambos se reconhecem como inimigos poderosos e tentam esconder suas estratégias do outro, pois têm mentalidades muito próximas. Nessa releitura, inclusive, reparei pela primeira vez que Tywin e Stannis usam a mesma expressão para avaliar Robb Stark:
Sim, pus os homens menos disciplinados na esquerda. Previ que quebrariam. Robb Stark é um rapaz verde, provavelmente mais ousado que sábio.
(AGOT, Tyrion VIII)
...
[...] O filho de Eddard Stark foi proclamado Rei no Norte e conta com todo o poderio de Winterfell e Correrrio.
Um jovenzinho verde – Stannis ironizou. – E outro falso rei. Devo aceitar um reino mutilado?
(ACOK, Prólogo)
Diante destas similaridades, me chamou a atenção que Tywin Lannister foi o único outro político a receber uma carta de apelo vinda da Muralha. Eis a resposta que ele deu a Pycelle:
Cinco reis? – o pai estava aborrecido. – Há um rei em Westeros. Esses tolos de negro podiam tentar se lembrar disso, se desejam que Sua Graça lhes dê ouvidos. Quando responder, diga-lhe que Renly está morto e que os outros são traidores e farsantes. […] – A Patrulha da Noite é formada por um bando de ladrões, assassinos e grosseirões ilegítimos, mas ocorre-me que poderiam demonstrar ser diferentes, desde que tivessem a disciplina adequada. Se Mormont está realmente morto, os irmãos negros têm de escolher um novo Senhor Comandante. […] solicite a Marsh que dê os melhores cumprimentos de Sua Graça ao seu fiel amigo e servidor, Lorde Janos Slynt.
(ASOS, Tyrion IV)
Essa deve ter sido exatamente a reação de Stannis quando Davos leu a carta. Portanto, se Davos queria estar preparado para convencer Stannis, ele deveria ter alguns argumentos na manga para mostrar que: 1) a Patrulha não quis ofender a pretensão de ninguém, apenas está desesperada; 2) São uma ordem com algum senso de honra; 3) que vale a pena salvar o Norte de uma invasão e 4) que os selvagens não são necessariamente uma ameaça.
Qual não foi minha surpresa quando notei que Davos reflete sobre todos esses argumentos no capítulo anterior a tirar Edric de Pedra do Dragão e ler a carta a Stannis e Melisandre. A história de Davos sendo aprendiz no barco de Roho Uhoris, que a primeira vista parece uma lembrança totalmente desconexa a princípio, parece ter uma função no convencimento de Stannis.
Davos sabia que Stannis ficaria ofendido pela menção ao cinco reis (“essa conversa de cinco reis teria sem dúvida enfurecido Stannis”), mas Davos sabe que se a carta também havia sido enviada a Stannis, a Patrulha deveria estar em uma situação tão desesperada que não tinham como escolher (“Só um homem esfomeado suplica pão a um pedinte”). Mas a Patrulha não sabia da situação de Stannis (“Podem não saber como ele é fraco, como a sua causa está perdida”), então, ao responder ao chamado Stannis poderia passar a impressão de força e ainda matar a fome de vitória de seus soldados.
Porém, como Tywin alegou a Patrulha é apenas um “bando de ladrões, assassinos e grosseirões ilegítimos”, por que Stannis gastaria recuros e se juntaria a este tipo de escória? É aqui que entra a história aparantemente aleatória do tyroshi em cujo barco Davos foi aprendiz.
A primeira vez em que viu a Muralha era mais novo do que Devan e servia a bordo do Gato da Calçada às ordens de Roro Uhoris, um tyroshi conhecido de cima a baixo do mar estreito como Bastardo Cego, embora nem fosse cego nem filho ilegítimo. Roro tinha passado por Skagos e entrado no Mar Tremente, visitando uma centena de pequenas angras que nunca antes tinham visto um navio mercante. Trouxe aço; espadas, machados, elmos, boas camisas de cota de malha, para trocar por peles, marfim, âmbar e obsidiana. Quando o Gato da Calçada voltou para o sul, trazia os porões repletos, mas na Baía das Focas surgiram três galés negras e pastorearam-no até Atalaialeste. Perderam a carga e o Bastardo perdeu a cabeça, pelo crime de vender armas aos selvagens.
Davos tinha comerciado em Atalaialeste nos seus dias de contrabandista. Os irmãos negros eram inimigos duros, mas bons clientes, para um navio com o tipo certo de carga. Mas apesar de ter aceitado o seu dinheiro, nunca esqueceu o modo como a cabeça do Bastardo Cego tinha rolado pelo convés do Gato da Calçada.
A história mostra que representa a Patrulha como uma ordem com uma certa noção de disciplina e justiça. Fiel no cumprimento de seu dever. Veja que o incidente ocorreu antes da vida de contrabandista de Davos, não havendo porque ninguém suspeitar que ele seria persona non grata. Ainda assim, a experiência foi marcante o suficiente para ficar na memória do cavaleiro das cebolas.
Por outro lado, a fama de bons clientes é uma sutileza interessante. Mostra que a Patrulha é aberta a negócios e não trata pessoas com ingratidão. Este tipo de julgamento de Davos deve ser capaz de aplacar qualquer medo que Stannis tivesse de seguir para o Norte, ajudar a Patrulha e, no fim, ser recompensado com ingratidão.
Todos estes detalhes soariam como música nos ouvidos de Stannis e muito possivelmente poderia neutralizar a opinião elitista que o rei certamente compartilha com Tywin.
Quanto ao convencimento de que o Norte merecia atenção, Davos buscou inspiração nas próprias palavras de Melisandre.
Quantos garotos vivem em Westeros? Quantas garotas? Quantos homens, quantas mulheres? A escuridão vai devorá-los todos, diz ela.
(ASOS, Davos V)
Assim, quando a nova Mão percebe que a visão fala sobre a Patrulha da Noite, que está no ponto mais ao Norte de Westeros, ele vê que as palavras de Melisandre prenunciam que todos ao Sul da Muralha estão indistintamente no mesmo barco. Portanto, poderia facilmente argumentar que a noção de povo que Baratheon deveria proteger com o sacrifício de Edric também incluía as pessoas que não se ajoelharam para ele. Afinal, era exatamente o que ele estava tentando fazer tendo o povo do Sul em mente.
Se Melisandre soubesse desta carta... O que foi que ela disse? Aquele cujo nome não pode ser proferido está reunindo o seu poder, Davos Seaworth. Em breve chegará o frio, e a noite que nunca termina... E Stannis teve uma visão nas chamas, um anel de archotes na neve, rodeados de terror.
(ASOS, Davos V)
sei que um rei protege o seu povo, caso contrário não é rei nenhum.
(ASOS, Davos VI)
O convencimento de que o Povo Livre não era uma ameaça, porém, não ocorreu com base neste mesmo argumento. Nós vimos Jon Snow fazer uma forte defesa de que os selvagens eram homens também, mas em nenhum momento a coisa ocorre do mesmo jeito com Stannis. Em verdade, no momento em que Davos lograsse demonstrar que o Norte precisaria ser salvo, pensar em uma parceria com Mance Rayder (como Tywin cogitou, então portanto passaria pela cabeça de Baratheon) seria um tiro no pé de Stannis. Ele sabia que os Nortenhos veriam Mance como uma ameaça constante e nenhum deles abrigaria o Povo Livre.
Assim, Davos precisava convencer Stannis de que os selvagens não eram todos clones de Mance Rayder, que era possível separar o joio do trigo. Por outro lado, uma visão humanista dos selvagens também se fazia necessária para que o rei não os visse como seres humanos e, portanto, seus súditos. Para isso, GRRM usa novamente a experiência de Davos com Roho Uhoris.
Conheci alguns selvagens quando era garoto – disse ao Meistre Pylos. – Eram ladrões razoáveis, mas ruins na pechincha. Um deles desapareceu coma nossa garota de cabine. Tudo somado, pareceram-me homens como os outros, uns bons, outros maus.
O argumento certamente convenceu Stannis, pois temos evidência de que ele já chegou em Castelo Negro com a intenção de dobrar os joelhos dos selvagens, não massacrá-los. Até o número de cativos é igual ao número de mortos. Uma quantidade enorme de prisioneiros, especialmente de um povo que não paga resgates.
Matei mil selvagens, capturei outros mil e dispersei o restante, mas ambos sabemos que eles voltarão. Melisandre viu isso em seus fogos. [...] E quanto mais nos sangrarmos uns aos outros, mais fracos estaremos todos quando o verdadeiro inimigo cair sobre nós. […] Seus irmãos não gostarão disso, não mais do que os senhores de seu pai, mas eu pretendo permitir que os selvagens atravessem a Muralha... [...] Quando os ventos frios se erguerem, sobreviveremos ou morreremos juntos. É hora de fazermos uma aliança contra o nosso inimigo comum.
(ASOS, Jon XI)
Stannis perdoou Davos?
Outra pergunta que parece ter uma resposta óbvia e ululante, mas só parece. Stannis não matou Davos, mas todas as pessoas envolvidas na extração de Edric de Pedra do Dragão foram sutilmente punidas por Stannis.
Rolland Storm e Meistre Pylos foram deixados para trás em Pedra do Dragão para tomar conta da fortaleza. Salladhor Saan somente não foi dispensado porque Stannis precisava dos navios dele para chegar a Atalaialeste, mas Stannis não deu qualquer outro passo para tentar pagar o pirata desde então, fato que pesou na decisão do liseno de abandonar Stannis.
No fim, Stannis enviou Davos em uma missão que dependia exclusivamente dos navios de Saan, um pirata a quem ele estava negligentemente negando pagamento.
Então, de certo modo, Stannis tornou-se um pouco mais negligente com Davos, o despachou para longe e passou a lhe exigir mais serviço. Uma punição tão sutil que pode nem ter sido deliberada, algo inconsciente.
Contudo, o rei não foi tão longe ao ponto de convocar os homens que estão guardando Edric em Lys.
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