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A ameaça de uma Teocracia Evangélica no Brasil: uma análise introdutória

2017.10.21 14:59 Taurusan A ameaça de uma Teocracia Evangélica no Brasil: uma análise introdutória

Edit: Talvez o termo mais adequado seja "teocracia informal ou tácita", no sentido de que não é plenamente institucionalizada, mas é praticada.
Nesse texto, pretendo expor de forma introdutória como há uma ameaça real e já em curso de formação de um Estado Teocrático no Brasil em que o executivo, legislativo e o judiciário (a nível municipal, estadual e federal) ficariam sob controle de pastores ou membros de igrejas evangélicas e que suas decisões seriam fundamentas a partir de uma lógica religiosa e submetidas às diretrizes de suas respectivas igrejas. O texto se subdivide em:
  1. "A Intenção", onde demonstro que os evangélicos (particularmente a Igreja Universal) têm um plano de tomada de poder com tendência antidemocrática;
  2. "Os Meios", que expõe as ferramentas que esses grupos religiosos dispõem para a tomada desse poder;
  3. "As Estratégias" para isso, focando na dimensão política apenas.
Antes de expor a análise, é necessário esclarecer que por se falar em "evangélico" aqui se entende principalmente denominações pentecostais (como a Assembleia de Deus) e neopentecostais (Universal do Edir Macedo, Mundial do Valdemiro Santiago etc.). Evangélicos de missão (ou históricos) como luteranos, presbiterianos, entre outros são relativamente distintos em termos de doutrinas, perfil sociocultural e relação com a política quando comparados com neo/pentecostais (embora tenha ocorrido uma "pentecostalização" dessas denominações nas últimas décadas. Nota-se isso principalmente entre batistas).

A INTENÇÃO

Começamos a exposição pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), do Edir Macedo, porque ela é a principal personagem dessa história. É a que tem as intenções mais claras de tomada de poder, é uma das mais organizadas politicamente (a que iniciou uma atuação evangélica mais estruturada na década de 1990), com maior poder econômico e midiático, além de ser o grupo neopentecostal com mais fiéis no país.
Em 2008, Edir Macedo (em coautoria com Carlos Oliveira) publicou o livro "Plano de poder – Deus, os cristãos e a política". No livro, Macedo afirma que Deus tem um plano político para os fiéis da IURD e para os evangélicos que sejam seus aliados: governar o Brasil.
Macedo diz que a “obra não se propõe à incitação de um regime teocrático. Até porque o Estado brasileiro é laico e a liberdade de crença é assegurada constitucionalmente”. Porém, nesses últimos quase 10 anos desde a publicação do livro, o que não falta são exemplos de violações à laicidade do Estado por parte de políticos evangélicos e, entre eles, de políticos ligados à Universal. Da mesma forma, a liberdade de crença assegurada constitucionalmente parece não existir nos discursos e ações de pastores da Universal quando se trata de religiões afro-brasileiras, de espíritas, ateus etc. Portanto, esta afirmação de Macedo não condiz com a realidade e é de se esperar que a obra seja sim uma incitação a um regime teocrático.
Além disso, na própria obra há diversos trechos que deixam isso claro. Macedo afirma que os cristãos devem participar do “projeto de nação idealizado por Deus para o Seu povo”. “[A Bíblia] não se restringe apenas à orientação da fé religiosa, mas também é um livro que sugere resistência, tomada e estabelecimento do poder político ou de governo […]". Usando de um discurso maniqueísta bastante comum no meio neopentecostal (quem não está conosco está com o diabo), Macedo diz que “Existem os agentes do mal, que são aqueles que fazem oposição acirrada em vários sentidos — inclusive, ou principalmente, na política — aos representantes do bem”. Também afirma que "A potencialidade numérica dos evangélicos como eleitores pode decidir qualquer pleito eletivo, tanto no Legislativo, quanto no Executivo, em qualquer que seja o escalão, municipal, estadual ou federal".
Quanto a outras denominações evangélicas, mesmo que não tenham - pelo menos, não de forma tão clara e organizada - um plano de poder como o da Universal, não escondem a intenção de estabelecerem uma nação regida pela moral cristã evangélica. Contudo, como essas outras igrejas (principalmente a Assembleia de Deus, maior denominação evangélica do país) tomam a Universal como modelo político a ser seguido, não é de se estranhar que outras denominações ou lideranças façam algo semelhante no futuro.
Algumas fontes dessa seção: 1, 2, 3.
Algo próximo a isso foi o artigo de opinião - publicado na Folha de São Paulo, em 2014 - intitulado "Antes pedintes, hoje negociadores", do pastor Robson Rodovalho, fundador da Igreja Sara Nossa Terra e ex-deputado federal. Falando em nome dos evangélicos de forma geral e fazendo referência à candidatura à presidência do Pastor Everaldo, mas também como intenção futura dos evangélicos na política, ele menciona a "clara mudança de posição do segmento evangélico como ‘player’ do jogo político", possuindo, agora, influência e controle para dar as cartas, definir as regras do jogo.
Uma última coisa a se mencionar é que essa intenção de domínio dos evangélicos num caráter antidemocrático, que vise impor a moral cristã ao Brasil está além de textos panfletários. Essa intenção está visível numa dimensão mais popular e abrangente, já inculcada na mentalidade dos fiéis e que pode ser melhor entendida a partir de uma expressão comum no universo evangélico: "O Brasil é do Senhor Jesus Cristo" (e suas variantes "tal cidade/estado é do Senhor Jesus", "Feliz é a nação cujo o Deus é o Senhor", sendo esta última um salmo). Essa expressão de “posse” de um território a determinada divindade e, consequentemente, a determinada religião, se sustenta, em parte, em uma característica inerente ao cristianismo e que tem sido uma das principais motivações para quase toda investida teocrática na história: o imperativo de converter todos ao cristianismo.
Assim, vemos tal expressão ser dita por lideranças, como Silas Malafaia, nesse twitter, nesse, ou nesse vídeo do Instagram.
No banner do Twitter do Marco Feliciano.
Há até um ministério evangélico que traz esse termo: Ministério o Brasil é de Jesus.
Há também o caso das várias placas, totens, outdoors espalhados pelo país e que já geraram muita polêmica e disputa judicial. Por exemplo, em 2006, a prefeitura de Sorocaba instalou um totem com esses dizeres na entrada da cidade a pedido do então vereador e pastor Carlos Cézar da Silva, da Igreja do Evangelho Quadrangular.
Outro exemplo, na cidade de Leme/SP.
Já teve até prefeito que publicou decreto entregando a "chave da cidade ao Senhor Jesus Cristo".
Até na música essa ideia está visível. O termo "O Brasil é do Senhor Jesus" intitula a canção de dois artistas gospel populares, Mattos Nascimento e a banda Voz da Verdade. Por sua vez, do músico Sérgio Pessoa, há "Desta Cidade Jesus Cristo é o Senhor”. Na canção de Mattos Nascimento, ele diz querer "Ver o presidente, o governador Se curvando à Deus, o nosso senhor". Na da Voz da Verdade, é dito que "Jesus comanda este país de terra e mar" e proclama "Jesus Cristo na nossa bandeira".

OS MEIOS

Os meios, as ferramentas para a instalação de uma teocracia evangélica no Brasil partem, particularmente, dos vastos poderes religioso, político, econômico e midiático dessas denominações.
  • Poder religioso / abrangência demográfica
Segundo o censo de 2010, 22,2% da população brasileira se declara evangélica. Um censo mais recente do Datafolha, de 2013, mostra que esse número já cresceu para 29%, sendo que 22% são neo/pentecostais. Portanto, há cerca 60 milhões de neo/pentecostais no Brasil.
Análises do perfil socioeconômico também mostram que estes milhões se encontram nas camadas mais pobres e menos escolarizadas do país, geralmente em contextos em que o poder público está totalmente ausente de suas vizinhanças e vidas. Somando-se a isso o fato de que uma estratégia de conversão comum no universo neo/pentecostal é atrair pessoas em situações de crise emocional, financeira, de saúde etc., o evangélico típico é um indivíduo de perfil manipulável e mais propenso a ser radicalizado. E considerando a participação política desses indivíduos, sabe-se que "eleitores evangélicos votam em seus pares, seus irmãos e pastores”.
Portanto, dezenas de milhões de brasileiros abertos à manipulação e radicalização prontos para votarem e apoiarem o que seus pastores sugerirem.
  • Poder econômico
Não é necessário se estender muito aqui, o poder econômico dessas igrejas é bem reconhecido. As principais lideranças religiosas neo/pentecostais são milionários e bilionários. Talvez, o que deixe mais claro, de forma sucinta, a dimensão desse poder é justamente o valor das riquezas das principais lideranças evangélicas do país divulgadas pela Forbes.
Vale ressaltar que Edir Macedo, por meio do grupo Record, também é dono de 49% de um banco, o Banco Renner.
  • Poder midiático
Mais uma vez, essa é outra dimensão de poder dessas igrejas bastante conhecida para qualquer brasileiro. E, também aqui, é a Universal que se destaca. Ela é dona da Rede Record, a segunda maior emissora no Brasil; o canal de notícias Record News; o jornal Folha Universal (circulação de mais de 2,5 milhões); a Rádio Record de São Paulo (que comanda um pool de outras 30 emissoras de rádio), a Rede Aleluia que possui 68 emissoras próprias; selos musicais. A Igreja Internacional da Graça de Deus, de R.R. Soares, ocupa o horário nobre da rede Bandeirantes, todas as noites, e conta também com uma concessão de televisão, a RIT (Rede Internacional de Televisão), que conta com 8 emissoras e mais de 170 retransmissoras. A Igreja Mundial do Poder de Deus, de Valdemiro Santiago, é dona da emissora Rede Mundial. A Igreja Apostólica Renascer em Cristo, de Estevan e Sônia Hernandes, opera várias emissoras de rádio em São Paulo e um canal de televisão, a Rede Gospel. Seria possível mencionar muitas outras igrejas, mas ficaremos apenas nessas.
Porém, a influência midiática das lideranças evangélicas tem ido além das tradicionais rádio e TV. Silas Malafaia, do ministério Vitória em Cristo, ligado à Assembleia de Deus, por exemplo, possui mais de 1 milhão e 300 mil seguidores no Twitter, além de 300 mil seguidores em seu canal no YouTube. Marco Feliciano, também ligado à Assembleia, tem meio milhão de seguidores no Twitter.
Fonte: 1
  • Poder político
Os evangélicos adentram a política nos anos 1980 e, desde então, só crescem em números e influência. Nos governos do PT, eles passam a ganhar papel de destaque nacionalmente e, no governo Temer, uma República Evangélica começa a ganhar seus contornos.
A força desse grupo se encontra particularmente no legislativo (municipal, estadual e federal), contudo, a tomada de cargos do executivo está em ascensão e é uma de suas estratégias políticas recentes, como será visto adiante. Em nível federal, a representação legislativa mais evidente deste grupo é a Frente Parlamentar Evangélica, conhecida popularmente como Bancada Evangélica. São 198 deputados e 4 senadores¹. Portanto, quase 40% dos deputados federais no Brasil pertencem à bancada Evangélica.
Lista de alguns prefeitos evangélicos mais significantes: Marcelo Crivella (Rio de Janeiro/RJ), Anderson Ferreira (Jaboatão dos Guararapes/PE), Dr. João (São João do Meriti/RJ), Edinho Araújo (São José do Rio Preto/SP), Fabiano Horta (Maricá/RJ), Marquinho Mendes (Cabo Frio/RJ), Max Filho (Vila Velha/ES), Washington Reis (Duque de Caxias/RJ).
Ministros da República evangélicos: Ronaldo Nogueira de Oliveira (M. do Trabalho), Marcos Antônio Pereira (M. da Indústria, Comércio Exterior e Serviços), homem de confiança de Edir Macedo. Vale ressaltar que a Secretária de Políticas para as Mulheres, órgão subordinado ao Ministério da Justiça, é uma Evangélica, a Fátima Pelaes (ela já disse que, por conta de suas convicções religiosas, é contra o aborto mesmo em casos de estupro).
Em termos partidários, destaca-se o Partido Republicano Brasileiro (PRB), porque ele é o braço político da Igreja Universal. O Ministro Marcos Pereira e o prefeito Crivella são desse partido. No entanto, a Assembleia de Deus (ou, pelo menos, algumas alas dessa denominação com muitas ramificações) também pretende criar seu partido, o Partido Republicano Cristão (PRC), que já tem mais de 300 mil assinaturas coletadas e pretende concorrer já às eleições 2018. O coordenador político da convenção das Assembleias de Deus, pastor Lélis Marinhos, diz que a principal bandeira da nova sigla será a família, "Aquela chamada tradicional, com o princípio básico bíblico da família hétero".
¹ Alguns desses parlamentares renunciaram por terem sido eleitos prefeitos em 2016 ou estão afastados para exercerem cargos públicos. Há parlamentares que não são evangélicos, mas católicos. Há também aqueles que apesar do apoio de igrejas evangélicas, não são vinculados a elas.
Fontes: 1, 2
  • Adendo: Poder de coerção
Essa teocracia vem sendo gradualmente instalada no país por meio de atuação política e pressão popular, contudo, a possibilidade de criação de organizações evangélicas policialescas, paramilitares ou similares é possível, embora – por enquanto – ainda pareça pouco provável. Alguns indícios:
Gladiadores do Altar
“Em frente ao Templo de Salomão, jovens fardados e alinhados batem continência em sincronia. Embora carreguem consigo a disciplina de militares, trata-se de outro tipo de soldado: aqueles que lutam em nome da Palavra de Deus. Eles fazem parte do projeto chamado “Gladiadores do Altar”, que surgiu no final de ano passado e tem como objetivo preparar integrantes do grupo Força Jovem Universal (FJU) para colaborar no futuro como pastores.” Fonte
E o vídeo que viralizou há um tempo.
Considerando que esse projeto/organização vem da Universal, a com a intenção e meios mais claros, é preocupante.
“Traficantes evangélicos”
É, contudo, entre os traficantes do Rio de Janeiro que a possibilidade de uma milícia evangélica parece mais real. Isso ocorre porque há indícios de que criminosos estejam atuando com base na orientação de lideranças religiosas com o objetivo de aumentar a influência sobre comunidades carentes. Vídeos que circularam este ano mostram a ação de alguns desses traficantes (que teriam se convertido ao neopentecostalismo quando cumpriam pena em presídios) obrigando sacerdotes de religiões afro-brasileiras a destruírem seus próprios templos:
Vídeo 1, vídeo 2.
Fontes: 1, 2, 3, 4

AS ESTRATÉGIAS

A professora da UFF, Christina Vital, que se dedica às relações entre evangélicos e política, em entrevista para a Folha de São Paulo, expõe algumas estratégias políticas recentes dos evangélicos no intuito de estabelecer seu poder sobre o país:
  1. Uma estratégia eleitoral de ocultação da identidade evangélica dos candidatos,
  2. assumir cargos do executivo, com foco na presidência,
  3. e assumindo a presidência, chegar ao Supremo Tribunal Federal.
Quanto à primeira estratégia, ela diz: "[...] eles adotaram um jogo de visibilidade e ocultação da identidade evangélica dos candidatos. Crivella não se registrou na Justiça como bispo Crivella, diferente do que fez o pastor Everaldo [candidato presidencial do PSC em 2014]".
Quanto às segunda e terceira, ela afirma “[...] desde pelo menos 2014, há um investimento de importantes lideranças evangélicas em torno de unidade para ocupação dos Executivos”.
"No nosso livro que será lançado, o pastor Everaldo falou claramente na estratégia de assumir a 'cabeça', falou exatamente a palavra 'cabeça', em uma referência à importância da ocupação da Presidência, que é por onde passa a indicação para o Supremo Tribunal Federal. A gente acompanha o crescimento de mobilização de juízes evangélicos ou sensíveis à causa evangélica na Associação de Juristas Evangélicos".
“[...] conseguir chegar à Presidência da República é importante para eles como estratégia para barrar no Supremo Tribunal Federal temas de minorias -como a pauta gay- que travam embate com esses religiosos”(Folha).
E nessa estratégia de chegar à presidência é que entra Jair Messias Bolsonaro:
Os evangélicos já ensaiaram a candidatura própria para presidente em 2014 com o Pastor Everaldo, no entanto, não teve muito sucesso. Isso está para mudar com o novo candidato dos evangélicos para 2018: Bolsonaro.
Bolsonaro, apesar de católico, é membro da Bancada Evangélica (há outros católicos também), assim como seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro. Porém, ano passado, Bolsonaro-pai foi batizado por ninguém menos que o Pastor Everaldo nas águas do Rio Jordão. Uma demonstração simbólica de aproximação com o eleitorado evangélico e com a alta cúpula (na época) dos políticos evangélicos.
Retomando a Christina Vital, ela diz que "A possível candidatura presidencial de 2018 em torno do Bolsonaro é talvez mais representativa de um movimento de unidade de diferentes denominações". Essa unidade está um pouco abalada hoje em dia, já que Bolsonaro saiu do Partido Social Cristão (PSC), partido dominado por lideranças da Assembleia de Deus. Outros grupos político-religiosos já demonstraram interesse em tê-lo, um deles, o PRB da Universal, que o sondou no início do ano. Contudo, ele parece querer ir a um partido evangélico em que tenha mais comando político. Porém, apesar dessa unidade abalada, ele ainda é visto como candidato dos evangélicos e com chances concretas de ganhar.
E há uma declaração de Bolsonaro que deixa muito claro qual é sua opinião sobre a relação Estado/religião e quais suas intenções caso seja eleito Presidente da República. No início deste ano, ele disse:

– Deus acima de tudo. Não tem essa historinha de estado laico não. O estado é cristão e a minoria que for contra, que se mude. As minorias têm que se curvar para as maiorias.

A eleição de Bolsonaro seria a “cereja do bolo” nesse longo sonho de controle político da nação por parte dos evangélicos mais fundamentalistas, de se tornarem players do jogo político no país. Essa frase deixa clara a possibilidade da implementação de uma teocracia no país, apoiada por milhões de brasileiros radicalizados e um grupo cheio de poder político, econômico e midiático.
Algumas considerações finais
Mesmo que Jair Bolsonaro não ganhe as eleições presidenciais de 2018, a ameaça teocrática não acaba por aí, virá outro candidato em 2022, assim como em 2020, mais prefeitos (e vereadores) evangélicos fundamentalistas serão eleitos. Esse projeto de poder vai muito além de Bolsonaro, embora ele seja no momento uma peça essencial para concretizá-lo.
Por último, umas semanas atrás, vi aqui no sub alguém comentar isso: "Pessoal se preocupa (ainda que tenha uma ponta de razão) com a possível ditadura militar enquanto a teocracia evangélica está em curso, com um plano de poder muito melhor organizado, e ninguém combate por medo ou receio de perder muitos votos nas periferias" (mtgr19877).
Isso é verdade. Se você se preocupa, acha possível uma ditadura militar no Brasil, uma teocracia evangélica é muito mais provável, porque ela já está em curso, é abertamente declarada e a cada ano se torna mais e mais real. É uma bomba prestes a explodir e destruir o que há de liberdades civis, políticas no Brasil... em nome de Deus! Essa é a maior ameaça antidemocrática nesse país.
Edit: a convite do blog/portal de notícias Aventar, de Portugal, esse texto foi publicado também.
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2015.08.14 22:15 Paralelo30 Comando empresarial e de jovens liberais dá o tom nos protestos anti-Dilma - Valor 18/08

A mobilização é de massa. Mas a organização vem da cabeça de poucos e contradiz estereótipos associados a protestos de ruas no Brasil. O ideário é liberal e tem como carro-chefe - além do discurso anticorrupção, anti-PT e anti-Dilma - a defesa de um Estado desinchado e de políticas pró-mercado. No comando do movimento, nada de megafones empunhados por sindicalistas ou estudantes ligados à esquerda. À frente das manifestações convocadas para o domingo estão grupos liderados por empresários e jovens liberais que aprenderam a agitar a população pelas redes sociais e a concorrer com os ex-donos absolutos das ruas: Lula e o petismo.
Entre os três principais grupos que encabeçam os protestos - e que pretendem repetir as mobilizações de março e abril - o Vem Pra Rua (VPR) é o mais organizado e centralizado. Tem uma estrutura que se vê como empresarial, baseada em organograma, mas cuja disciplina lembra a dos velhos partidos de esquerda.
Do topo - um núcleo duro de cinco pessoas - emanam as principais diretrizes que se espalham para toda a cadeia, em pirâmide. Um segundo escalão, de 25 pessoas, executa as decisões do comando dentro de suas áreas. Há ativistas especializados em segurança, conteúdo, mídia digital, captação de recursos e até relações institucionais, para atender ao interesse despertado em entidades de classe como associações de médicos, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
Cada uma dessas 25 pessoas é responsável, ainda, por pelo menos dois grupos de WhatsApp, no total de 53 coordenados oficialmente pelo Vem Pra Rua. São espécies de olheiros, que tomam conta do teor da discussão e ficam atentos a participantes inconvenientes. Nesse terceiro escalão, cerca de 4.200 pessoas estão diretamente ligadas ao movimento, com uma média de 80 pessoas para cada grupo temático de WhatsApp, que pode ser profissional - como o de advogados - ou regional, de moradores do Rio, de Brasília ou do Nordeste, por exemplo.
Pelo aplicativo de mensagens instantâneas, o Vem Pra Rua atinge mais 19 mil pessoas cadastradas numa espécie de mala direta via celular. Até esse quarto nível da pirâmide, o movimento tem o controle de seu discurso, que passa por um meticuloso padrão de qualidade. Nada de impulsividade ou improvisos de militantes radicais.
O núcleo duro decide "a grande agenda" dos próximos dias. Na quarta-feira, por exemplo, o tema mais debatido pelo comando central do movimento era a aproximação entre o presidente do Senado, Renan Calheiros, e a presidente Dilma Rousseff. Ainda não havia consenso se Renan deveria ser alvo de críticas durante as manifestações. Decididas a pauta e a mensagem para a mobilização, o conteúdo do Vem Pra Rua segue para a revisão - para que não haja erros de português - e então o segundo escalão de 25 pessoas o replica pelo WhatsApp e as demais redes sociais, como Instagram, Twitter, You Tube e Facebook, no qual reúnem 600 mil seguidores.
Porta-voz do movimento, o empresário Rogério Chequer, 47 anos, é a figura de frente do Vem Pra Rua, que se distingue por ser o mais moderado e intelectualizado dos três grupos que lideram as manifestações contra o governo federal. Seu público é mais velho, mais de 80% estão acima de 35 anos, enquanto o Movimento Brasil Livre (MBL) tem maior penetração entre os jovens e apela a um discurso mais inflamado, que pode bater tanto no governo quanto na oposição. Ambos surgiram no ano passado: o VPR no começo da campanha eleitoral - ainda denominado Basta - e o MBL em 1º de novembro, logo depois da vitória de Dilma. Mais antigo, o Revoltados On Line (ROL) é de extrema-direita, tem discurso raivoso e defende a intervenção militar.
Com fala articulada, ponderada, Rogério Chequer está longe, em ideologia e estilo, desse grupo mais radical. Engenheiro de formação, já trabalhou no mercado financeiro, é dono da Soap, uma consultoria de comunicação para executivos, e defende a menor intervenção do Estado na economia. Em sua opinião, as manifestações refletem um momento diferente da democracia brasileira e mostram que os empresários ganharam um novo papel de liderar a sociedade - nas ruas, antes um espaço de reivindicação mais associado às causas dos trabalhadores e da esquerda. "É um movimento de profissionais liberais, médicos, advogados, executivos, desempregados, donas de casa. Há empresários que estão abdicando de administrar seus negócios e que têm filhos que não estão contentes", diz, numa referência ao pouco tempo que tem restado para a família.
Chequer afirma que o trabalho é voluntário e não há financiamento de grandes empresas, mas "de pessoas que têm empresas". A captação de recursos se dá num rol de cerca de cem pessoas, que contribuem com R$ 50 até R$ 1.000 e conta ainda com a venda de camisetas.
O Vem Pra Rua - assim como os demais movimentos - nega que esteja a serviço de qualquer legenda política. "Já encontramos todos os partidos de oposição, mas não existe preferência. Nunca conseguiram demonstrar esta relação. É um movimento da sociedade. O PSDB decidiu apoiar por conta dele, sem ciência nossa", afirma.
Um dos líderes do Movimento Brasil Livre, o microempresário Renan Santos, 31 anos, chega a criticar grandes medalhões tucanos, como o senador Aécio Neves e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. "Não posso tecer elogios a Aécio. Tem mais foco nos interesses eleitorais dele. Não é um estadista. A única coisa que pedimos é que pelo menos fique quieto, não atrapalhe. Vá jogar golfe com [o ex-jogador de futebol] Ronaldo. Não encha o saco", ataca o ativista, para quem Alckmin seria omisso. "Ele comanda o segundo maior orçamento do país, é governador de um Estado que repudia majoritariamente o PT. E acha que esse estilo 'come quieto' dele engana alguém", afirma.
O motivo da bronca é a falta de comprometimento maior do PSDB com a tese do impeachment, bandeira central do movimento. Em maio, o MBL realizou uma "marcha pela liberdade" de São Paulo até Brasília, onde esperava ouvir que os partidos de oposição entrariam com o pedido de afastamento - o que não ocorreu.
O estilo inflamado dos jovens do MBL contrasta com a moderação do Vem Pra Rua, bem como a organização, mais descentralizada e inspirada nas práticas das redes sociais. A base da direção nacional, que tem 13 pessoas, fica no escritório da empresa de start up de mídia digital que Renan montou com o irmão, no ano passado, em São Paulo. O primeiro trabalho foi a campanha de um candidato a deputado estadual, Paulo Batista (PRP), cujo mote era a ideia de um político dotado de um "raio privatizador", disparado pelos olhos. "Foi um laboratório para divulgar ideias liberais, e transformar um conceito demonizado em algo leve e divertido, que pudesse viralizar nas redes", afirma. O candidato, porém, teve 16.853 votos e não se elegeu.
Renan diz se inspirar na estética e na forma de se comunicar de seus antagônicos ideológicos. "A esquerda sempre compreendeu muito bem o poder da linguagem, domina a cena cultural. Artistas, que são formadores de opinião, defendem ideias de esquerda até sem saber, instintivamente. O meio é tão importante quanto a mensagem", argumenta.
O ativista e quase metade de seus colegas de movimento largaram a faculdade. É o caso de Kim Kataguiri, 19, que abandonou o curso de economia; Alexandre Santos, 26, que não completou cinema; e Fernando Holiday, 18, que fazia filosofia e polemizou com o movimento negro por ser contrário e ter preferido não se beneficiar do sistema de cotas.
Renan diz que o grupo não é de direita e não se qualifica ultranacionalista, ultraconservador ou pró-militarista. "Não me considero parte dessa turma. Somos liberais ou social-liberais", afirma. O ativista diz que desistiu de concluir o curso de direito na USP porque o considerava "um lixo", embora não fosse ruim o então professor de teoria geral do Estado, Ricardo Lewandowski - atual presidente do Supremo Tribunal Federal. "Mas não dava para ouvir um professor de direito trabalhista criminalizar o empresariado ou o tributário dizer que nosso sistema de impostos é justo. Não é um lugar aprazível para um empreendedor. Mark Zuckerberg [criador do Facebook] seria um funcionário público se vivesse no Brasil", diz.
O mundo das redes sociais, aliás, é o modelo de interação do MBL. Além das 27 "filiais" - ou núcleos de trabalho - estaduais, o movimento tem 173 círculos comunitários, ou células. "São redes colaborativas, não necessariamente hierarquizadas, mas que já derrubaram um prefeito no Amazonas", diz Renan, que ressalta que o MBL nos municípios não tem "chefão local" ou ligação com partidos políticos.
A atuação política é relativamente autônoma. Mas os grupos locais devem manter a logomarca, a identidade visual e os valores da direção nacional. Renan conta que em São Paulo serão gastos R$ 18 mil para o protesto de domingo. Mas que há grupos regionais, como os de Goiás e da Bahia, mais ricos que o nacional.
Entre os projetos do MBL, está a montagem de um banco de projetos de leis para influenciar políticas municipais em áreas como educação, saúde e urbanismo. Questionado se o movimento pretende se transformar em partido, Renan diz que há uma grande barreira de entrada, mas ressalva: "A gente não pode negar a política partidária".
http://www.valor.com.bpolitica/4179538/comando-empresarial-e-de-jovens-liberais-da-o-tom-nos-protestos-anti-dilma
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